quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fora da Zona de Conforto! [23/09/09]


Kadhafi pede na ONU indenização de US$ 7,77 bi para a África
"Os africanos vão cobrar isso, e se vocês não derem a eles esta soma de 7,77 bilhões, os africanos irão para onde vocês levaram estes bilhões. Eles têm direito de recuperar este dinheiro, e é isso que vão fazer", afirmou.

República Centro-Africana enfrenta emergência nutricional
Em cerca de um mês e meio, mais de 1,3 mil crianças, a maioria sofrendo de desnutrição severa, entraram nos programas de MSF. Um grande número de pacientes apresentava complicações médicas e teve de ser internado.


Países pobres precisam de US$ 1,5 bilhão para enfrentar gripe A
Os países pobres precisam de US$ 1,480 bilhão para enfrentar os efeitos da pandemia de gripe A, segundo estimativas das Nações Unidas divulgadas hoje.

Ban pede ação imediata e conjunta para enfrentar problemas mundiais
o pedido do secretário-geral, Ban Ki-moon, para agir de forma imediata e conjuta para enfrentar problemas como a pobreza ou resolver conflitos como os da Somália, Afeganistão e da Faixa de Gaza.

Produção agrícola tem de crescer 70% até 2050 para atender demanda, diz ONU
A produção agrícola mundial deve aumentar 70% até 2050 para alimentar a população do planeta que, com 2,3 bilhões de pessoas a mais, chegará a 9,1 bilhões, destaca um relatório da FAO

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Fora da Zona de Conforto! [22/09/09]

Crise pode afetar o futuro dos mais pobres
Má nutrição, mais mortes de crianças e aumento no trabalho infantil são os impactos da turbulência econômica em longo prazo, diz estudo



Angola traça plano para minimizar mortalidade infantil
A média de crianças com menos de cinco anos que morrem em Angola é de 158 por mil recém-nascidos e cerca de 1400 mulheres sucumbem no parto em cada 100 mil, informou nesta terça-feira o Ministério da Saúde angolano

Desastres naturais desalojam milhões de pessoas
Enchentes, tempestades, estiagens e outros desastres naturais levaram 20 milhões de pessoas a abandonar suas casas no ano passado, quase quatro vezes mais do que o número de pessoas desalojadas por conflitos

Ministro belga propõe envio de leite desperdiçado a países pobres
O ministro de Cooperação da Bélgica, Charles Michel, propôs hoje que os milhões de litros de leite que os criadores de gado da União Europeia (UE) têm jogado fora desde o início de um locaute há poucos dias sejam transformados em leite em pó e enviados a países em que há fome.

MSF combate surto de cólera em Papua Nova Guiné
Pela primeira vez em 50 anos, um surto de cólera é registrado em Papua Nova Guiné. Principalmente concentrada no leste, na província de Morobe, a doença já infectou 283 pessoas, de acordo com dados oficiais.

Iêmen: civis pagam um preço alto pelo combate
`"A trágica perda de vidas de civis em Wadi Sufyan, onde mais de 80 civis foram mortos, demonstra que milhares de pessoas correm grande perigo devido aos conflitos em áreas remotas"


Famílias inteiras são escravizadas em fazenda de algodão

Fiscais venceram mais de 150 km de terra para chegar até a Fazenda Paus Pretos, onde encontraram 70 pessoas exploradas como escravos. Integravam o grupo 20 mulheres, uma criança de apenas 12 anos e um jovem de 17


Escravidão é flagrada em desmate para usina da Votorantim

Aliciadas por "gatos", vítimas não recebiam salários, eram submetidos a dívidas, viviam em alojamentos impróprios e não tinham alimentação adequada. Obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

Série: Mentiras mais Contadas sobre o Trabalho Escravo


Mentira: Não existe trabalho escravo no Brasil.

Verdade: Infelizmente, existe. A assinatura da Lei Áurea, em 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, colocando fim à possibilidade de possuir legalmente um escravo. No entanto, persistem situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.

Há fazendeiros que, para realizar derrubadas de matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias e extrativistas, contratam mão-de-obra utilizando os famigerados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Esses gatos recrutam trabalhadores em regiões distantes do local da prestação de serviços ou em pensões localizadas nas cidades próximas. Na primeira abordagem, eles se mostram pessoas extremamente agradáveis, portadores de excelentes oportunidades de trabalho. Oferecem serviço em fazendas, com salário alto e garantido, boas condições de alojamento e comida farta. Para seduzir o trabalhador, oferecem “adiantamentos” para a família e garantia de transporte gratuito até o local do trabalho.

O transporte é realizado por ônibus em péssimas condições de conservação ou por caminhões improvisados sem qualquer segurança. Ao chegarem ao local do trabalho, eles são surpreendidos com situações completamente diferente das prometidas. Para começar, o gato lhes informa que já estão devendo. O adiantamento, o transporte e as despesas com alimentação na viagem já foram anotados no caderno de dívida do trabalhador que ficará de posse do gato. Além disso, o trabalhador percebe que o custo de todos os instrumentos que precisar para o trabalho – foices, facões, motosserras, entre outros – também serão anotados no caderno de dívidas, bem como botas, luvas, chapéus e roupas. Finalmente, despesas com os emporcalhados e improvisados alojamentos e com a precária alimentação serão anotados, tudo a preço muito acima dos praticados no comércio.

Convém lembrar que as fazendas estão incrivelmente distantes dos locais de comércio mais próximos, sendo impossível ao trabalhador não se submeter totalmente a esse sistema de “barracão”, imposto pelo gato a mando do fazendeiro ou diretamente pelo fazendeiro.

Se o trabalhador pensar em ir embora, será impedido sob a alegação de que está endividado e de que não poderá sair enquanto não pagar o que deve. Muitas vezes, aqueles que reclamam das condições ou tentam fugir são vítimas de surras. No limite, podem perder a vida. Este é o escravo contemporâneo, vítima do crime previsto no artigo 149 do Código Penal, submetido a condições desumanas e subtraído de sua liberdade.

Fonte: ReporterBrasil

Falta de Saneamento Básico

Para alguns pastores, o espirito do Capitalismo que exclui 2/3 da população mundial, está bem presente na suas palavras:

Em quinto lugar, tenha ambição, desejo de conquistar algo superior. Isto será uma força motivadora para você agir na vida. Almeje comprar um imóvel e não mais viver de aluguel; almeje ser um profissional de sucesso, uma pessoa melhor. Mas lembre-se de que, para galgar patamares superiores, você precisa ser liberal.
Silas Malafaia

Excluídos destas ambições, muitos brasileiros só querem o direito ao saneamento básico:

Falta de Saneamento Básico - Morro Dona Marta - Rio de Janeiro

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Não queremos ser bons, queremos Justiça!

"O nosso serviço cristão é um ato de justiça."
"Quando eu ajudo o nescessitado não estou sendo bonzinho. Estou praticando um ato de justiça."
"Porque aquele que está com fome, jamais deveria estar de fome. Aquele que está com frio, não deveria jamais sentir frio. Estou colocando as coisas no seu devido lugar."
"Não queremos uma igreja boazinha. Devemos resgatar uma igreja que busque a Justiça."

Ed René Kivitz



domingo, 20 de setembro de 2009

Verde e vermelho


Jung Mo Sung *

Adital -

Uma das características do capitalismo e das empresas capitalistas é a capacidade de se adaptar aos novos valores da sociedade produzindo novos discursos, novos slogans, novas imagens e novos produtos. Mudar sempre e tudo o que for necessário para aumentar ou manter a acumulação do capital.

Quando a sociedade civil começou valorizar a ética e exigir posturas mais éticas das empresas, foram criados programas, cursos e discursos sobre ética nas empresas. Assim também, quando o problema do meio ambiente se tornou uma questão pública mundial, até empresas petrolíferas começaram fazer propaganda pelo mundo afora falando dos seus projetos de proteção ambiental. A preocupação (aparente ou real) pelo meio ambiente faz parte hoje do "cardápio" na geração de lucro das grandes empresas.

Os discursos genéricos pela preservação do meio ambiente estão sendo acompanhados cada vez mais pela criação e produção de "produtos verdes" (que inclui bens de consumo, máquinas, edifícios, alimentos etc.). Produtos que não agridem, ou prejudicam menos, o meio ambiente e a saúde dos consumidores e da população em geral. É a resposta das empresas frente a novas demandas dos consumidores e do aumento da consciência ecológica da sociedade. "Verde" está se tornando uma moda e agrega valor á mercadoria e à marca.

Contudo, não podemos nos esquecer que o mundo econômico pode se tornar completamente verde, mas isso não significará necessariamente que esse processo solucionará os problemas sociais, como a brutal desigualdade social e a pobreza. Edifícios e residências "verdes" podem ser construídos de modo ambientalmente correto, assim como celulares sofisticados "verdes" fabricados com materiais recicláveis e baterias não prejudiciais ao meio ambiente, alimentos produzidos organicamente, sem agrotóxicos e outros produtos químicos, e até Ferraris "verdes", mas isso por si não acabará com a exclusão social e nem tirará da pobreza bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo.

Eu não estou aqui desvalorizando a luta ambiental e a importância da produção de produtos verdes. Muito pelo contrário. O que eu quero chamar atenção é a capacidade do capitalismo enquanto sistema econômico-social e das empresas capitalistas de cooptarem as bandeiras e os valores dos movimentos sociais e os utilizarem para a manutenção do capitalismo e para maior acumulação do capital. E uma das formas atuais disso é o foco exclusivo na questão ambiental e no produto verde. Ao dar ênfase exclusiva à questão ecológica, tira da cena questões e problemas que o sistema capitalista não está interessado e nem tem muita capacidade de solucionar: o problema social.

É claro que precisamos preservar as condições ambientais que permitem a vida dos seres humanos e das outras espécies. Mas se nos deixarmos levar pela "armadilha" do sistema e reduzirmos a luta à questão ambiental, poderemos viver em um mundo cheio de produtos verdes, em um ambiente ecológico sustentável, cercados de centenas de milhões ou de bilhões de pessoas pobres excluídas desse consumo verde e das condições dignas de vida.

A bandeira vermelha simbolizou e ainda para muitos simboliza a luta pela justiça social. A verde, a luta pela preservação do meio ambiente e por um estilo de vida mais compatível com a natureza. Muitos de nós ainda pensamos dentro e a partir da racionalidade moderna que sempre pede a definição de "a" causa do problema, "a" luta, "a" proposta, como se a realidade fosse regida por um único princípio e que as nossas lutas também devessem ser guiadas por uma única bandeira. Para quem pensa assim, seria preciso escolher "a" bandeira, a verde ou a vermelha.

Eu penso que devemos tomar cuidado para não cair na armadilha do capitalismo de reduzir tudo à questão "verde", nem reproduzir o erro da razão moderna de definir uma única bandeira de luta ou pensar que há uma única ou uma causa central para os problemas tão complexos que enfrentamos hoje. É preciso unir o "vermelho" com "verde", o "verde" com o "vermelho". Só que, para isso, não basta justapor o discurso ecológico com o social. É preciso formular ou utilizar um novo tipo de racionalidade, novas estratégias de lutas e de um novo modelo de desenvolvimento que seja social e ecologicamente sustentável.

E para as comunidades e grupos religiosos (de todas as confissões e crenças) comprometidos com esse desafio há o desafio de propor e viver uma espiritualidade que revele e permita, no interior da luta colorida de "verde-vermelho", a experiência do divino que nos humaniza.

Autor de "Cristianismo de libertação: espiritualidade e luta social"

Colapso no sistema: Av. Roberto Marinho

Estava indo para a casa de um amigo, para uma visita. O caminho me obrigava a passar pela Av. Roberto Marinho, conhecida como “a milionária do Maluf”.

Como não estava dirigindo, o que é raro, consegui prestar mais atenção na avenida, e naquilo que a cerca. Descobri, por exemplo, que existe um córrego que a atravessa durante toda a sua extensão. E também notei que existem alguns moradores na margem do córrego. Eles vivem lá, no pequeno espaço de grama existente.

Enquanto estava passando e vendo aquela cena, pensei: “será que só eu estou vendo eles aqui? Por que ninguém faz nada? Cadê o prefeito?” Como o Jorge Ben diria: “Eu vou chamar o síndico: Tim Maia!”

Como que a cidade mais rica desse país permite isso? Onde está o bom senso dos cidadãos paulistas?

Bem na frente da casa desses marginais, existe um Mc Donald’s. Quantas vezes comi lá! E nunca tinha visto os moradores da frente! Eles eram invisíveis!

Acho que é por isso que os cidadãos paulistas, o prefeito e o síndico não fazem nada: porque eles são invisíveis, fazem parte da paisagem. Uma paisagem doente, podre e opressora. Bem vindo a São Paulo!

Lucas Lujan no blog JBON

Um bilhão de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza

Carcaças de animais retratam seca que castiga o Quênia

A grave seca que atinge o Quênia deixou um rastro de carcaças de gado em um campo em Kitengela, a 50 km da capital, Nairóbi. A estiagem destruiu plantações, matou animais e fez com que milhões de quenianos deixassem suas casas em busca de comida. A capital já enfrenta racionamento de energia.

Mais de um bilhão vivem abaixo da linha da pobreza, diz ONU


12:00 EDT on sexta-feira 18 setembro, 2009

The New York Times

NAÇÕES UNIDAS - Enquanto os economistas nos países desenvolvidos estão cautelosamente apontando para os primeiros sinais de crescimento econômico renovado, a crise financeira mundial está batendo alguns dos trabalhadores pobres em todo o mundo, o Secretário-Geral Ban Ki-moon, disse quinta-feira.

Ele elaborou um relatório à Assembléia Geral, sugerindo que mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, definida como a fatura menos de US $ 1,25 por dia.

Ban reconheceu que não há dados em tempo real para avaliar a extensão do problema. Dados do Banco Mundial sugerem que o número está caindo, mas não tão rapidamente como poderia, que há 50 milhões de pessoas vivem na pobreza, que poderia ter subido para fora se não fosse a crise econômica.

Outras estatísticas preocupantes:

• Cerca de 222 milhões trabalhadores correm o risco de ingressar nas fileiras dos trabalhadores pobres.

• Remessa de fluxos, que atingiu 328 bilhões de dólares em 2008, ocorreu uma queda de 7,3 por cento em 2009, diz o Banco Mundial.

• As taxas de fome estão em todas as regiões do mundo, segundo a Food and Agriculture Organization.

Fonte: The New York Times
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