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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não temos medo de pensar. Temos medo de não amar.

Não temos medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Temos medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não amamos: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas, os homens e mulheres de Darfur.

Não temos medo de incertezas. Temos medo que nosso Amor deixe de ser nossa bandeira do Reino de Deus.

Não temos medo de não saber. Temos medo das certezas que prendem Deus a um esquema.

Não temos medo de questionar dogmas. Temos medo de que os dogmas impeçam a transformação de vidas.

Não temos medo do inferno. Temos medo de que nossas mãos se fechem, e não possam ajudar o nosso próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as nossas próprias mãos sejam as quais o empurra para esta existência-inferno.

Não temos medo de devanear teorias loucas. Temos medo que a loucura desse mundo violento cegue nossos olhos a ponto de sempre que pararmos num farol, nesta cidade-sombria, fechemos nossos vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.

Não entendemos como problema sair do molde da teologia sistemática. Temos medo de sistematizar Deus e modela-lo a algum padrão.

Nós não temos medo de chorar por nós mesmos. Nós temos medo de que não mais choremos o choro dos outros.

Não sentimos culpas pelas nossas dúvidas. Mas pedimos que nos lembre sempre de amar como Cristo.

Não temos medo ter uma fé cheia de espelhos em enigmas e despedaçada, que não tem a
precisão de uma fé “face a face”. Temos medo de perder o que existe de mais precioso: Amar.

Não temos medo de balançar alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Temos medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.

Não temos medo de sermos rejeitados pela instituição. Temos medo da hipocrisia religiosa.

Não temos medo de sermos chamados de hereges. Temos medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecermos de amar pessoas.

Não temos a pretensão que nossos argumentos tenham todos os versículos a favor, e assim entrarmos numa guerra de versículos. Temos medo que nós não cumpramos aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.

Não temos medo de nos manifestar a favor de alguém. Desde que esse alguém não se esqueça que o conceito central do cristianismo é o amor.

Aprendemos que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.
Aprendemos que Deus está acima da religião.
Aprendemos que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.
Aprendemos a olhar pessoas como “filhos de Deus”, e amá-las incondicionalmente.
Aprendemos que qualquer um que tenta abrir os olhos de pessoas encabrestadas pela religião, acaba sendo queimado na fogueira da instituição.

Estamos seguros que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não temos medo de caminhar com alguém que nos ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.

Texto escrito por duas mãos - Lucas Lujan e Suênio Alves

9 comentários:

Edelcio disse...

Muito bom, que nossos entendimento para Amor, seja como de Paulo.

Legal Gostei!

Andrea disse...

ótimo texto!

Fábio Salgado disse...

Compactuo do destemor de vocês. Parabéns pelo Blog e que continuemos a amar, independentemente de intolerâncias, perseguições e fogueiras!

Sal disse...

Ótimo texto! Sem medo..

Jonas O. Sousa disse...

Esse CREDO eu subscrevo com todo meu ser! O Amor é tudo!

Lion of Zion disse...

O sinal de que nosso amor dista muito de ser perfeito consiste em sabermos que temos muitas duvidas, temores e apreensões em relação a Deus. Que o céu e a terra se espantem por seu amor.

And disse...

UAU!! Ótimo texto!! Daqueles que a gente dê e diz: "Puxa, queria ter escrito isso!". Como não escrevi, peço emprestado, pois traduz exatamente o que penso! Parabéns, e, continuem a escrever e pensar "fora da caixa"!

Erica disse...

Muito bom o texto!
É uma opinião sincera do que temos medo e do que realmente acontece.

Anônimo disse...

Será que não seria mais difícil amar o próximo? Pois o que está distante não vê quem somos.

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