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domingo, 5 de julho de 2009

Aos Indigentes

Conheci diversas pessoas neste tempo de universidade e uma delas não tenho a menor idéia de qual o seu nome, muito menos a sua história, mas já sou agradecido por estar comigo nos meus primeiros momentos de Medicina. Seu corpo é uma cidade desconhecida para mim, do qual a cada dia suas vias vão recebendo nomes de artérias e nervos. Seus bairros são músculos bastantes finos mas que provavelmente já fizeram bastante força para buscar comida. Geralmente estes corpos são de indigentes, mendigos que durante muito tempo foram excluídos de serem de alguma forma relevante para a sociedade. Mas pra falar a verdade, pra que ser relevante para uma sociedade que no seu periodo de vida você não é importante? Triste pensar que a vida que pulsava nela não moveu muitas pessoas para se ter nem que seja um nome.
Agora a morte que reina em seu corpo, impedido de continuar seu progresso, é usado para de alguma forma melhorar a vida dos vivos, muitos deles os quais nem se importaram com estes indigentes quando vivos e desviaram seus olhos quando estenderam as suas mãos para lhes pedir ajuda. Não sei onde aqueles pés pisaram fugindo ou correndo em direção a algo ou onde aqueles olhos desfigurados olharam, amaram ou odiaram. Gostaria de conhecer ele quando a vida pulsava em seu coração. Mas não posso. O que posso dizer é que eles são heróis, não mortos, vivos, porêm desconhecidos! Acredito que há um lugar depois da morte e gostaria de ser vizinho deles lá.

Suênio

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