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sábado, 12 de setembro de 2009

“The problem is not animals living like people. But so many people living like animals.”
"O problema não é os animais viverem como pessoas. Mas muitas pessoas que vivem como animais."





Nova campanha da Oxfam Irlanda: Vidas Destrúidas pelas Alterações Climáticas: Vamos enfrentá-las e alterá-las.

O objetivo da campanha é mostrar como as pessoas mais pobres do mundo são as que mais diretamente são afectados pelas alterações climáticas.

Diante de Deus e com Deus, vivemos sem ele.

Nossa maioridade nos conduz a um verdadeiro reconhecimento de nossa situação diante de Deus. Deus quer que saibamos que devemos viver como quem administra sua vida sem ele. O Deus que está conosco é aquele que deserta de nós. O Deus que nos permite viver no mundo sem a hipótese funcional de Deus é aquele diante do qual permanecemos continuamente. Diante de Deus e com Deus, vivemos sem ele. [...] Deus é fraco e sem poder neste mundo, e essa é a precisamente a maneira, a única maneira pela qual ele está conosco para nos ajudar.

[Dietrich Bonhoeffer]

Qual a nossa prioridade?

No aquário dos políticos, as prioridades são outras:

BRASÍLIA - Não é só dureza a vida da chamada "pitbull do governo no Senado", a líder Ideli Salvatti (PT-SC), que não se importa com o desgaste quando entra numa briga - mesmo que seja para salvar Renan Calheiros (PMDB-AL) ou José Sarney (PMDB-AP), acusados de má gestão na direção da Casa. Em 2007, por exemplo, ela teve autorização do então presidente Renan para viajar, acompanhada do assessor Paulo André Argenta, para México, Espanha e Argentina. Com um custo total estimado em cerca de R$ 70 mil, pago pelo Senado, o objetivo da viagem foi participar de um curso de gestão dirigido a altos executivos de grandes corporações mundiais.

Só com as inscrições, Senado gastou R$ 24 mil
- Isso não é curso, é turismo - reagiu Álvaro Dias (PSDB-PR).
- Esse é o tipo de desperdício que o Senado tem que evitar - completou Demóstenes Torres (DEM-GO).

No aquário dos brasileiros, as prioridades são outras:



No aquário da igreja evangélica, vivem um mundo
de conto de fadas:

Avivamento Total 2009 (clique na imagem para ampliar)

No Brasil de milhões de excluídos, a prioridade é a dignidade apenas:



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Perfume de Mulher

De repente entra na sala uma mulher de reputação pra lá de duvidosa e caminha segura na direção de Jesus. Não faz cerimônia, ajoelha-se atrás dele e lava-lhe os pés com lágrimas. Usa os cabelos como toalha, e derrama sobre os pés secos o perfume que enche a casa de cheiro de cabaré. Jesus não se faz de rogado: entrega os pés aos beijos da mulher.

Os estreitos de plantão não perdem tempo. Criticam o desperdício de perfume, sugerindo que poderia ser transformado em pão para os pobres, e fazem questão de anunciar em alto e bom som que se trata de uma mulher de péssima reputação, pecadora, disseram. Por trás das palavras a respeito da mulher está uma implícita condenação a Jesus: se fosse profeta saberia que a mulher não presta; se fosse sério não se deixaria tocar daquele jeito; se fosse dos nossos condenaria a mulher de vida fácil.

Mas Jesus é diferente. Não é dos nossos. Jesus aceita o perfume das prostitutas. Já consigo ouvir a observação dos estreitos de hoje: é verdade, mas a mulher abandonou aquela vida... Sei não. Tudo quanto Jesus lhe diz é “seus pecados estão perdoados”, pois a demonstração de amor estava proporcional ao alívio da culpa: a quem muito é perdoado, muito ama. E Jesus se despede da mulher: “Sua fé a salvou, vá em paz”.

Via de regra os beatos não aceitam o perfume das pecadoras. E quando aceitam querem se certificar de que já mudaram de vida ou pretendem mudar. Essa é a face mais sombria do cristianismo institucionalizado: impor sua moral, enclausurar o amor de Deus e a graça do Cristo. Será o caso de “deixarmos” que a graça faça seu caminho dentro das pessoas, e as pessoas façam seu caminho por dentro da graça? Será que conseguimos acreditar que Deus trata com os pecadores, e o faz aceitando seu perfume? Ou preferimos controlar os pecadores, exigindo que se enquadrem em nossas estreitas molduras morais, em vez de lhes dar espaço para a transformação de dentro para fora?

Onde foi que esconderam o Deus que aceita o perfume das prostitutas?

Ed René Kivitz

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fora da Zona de Conforto! [10/09/09]

Recessão leva pobreza nos EUA a maior nível em 11 anos
Cerca de 39,8 milhões de norte-americanos estão vivendo na pobreza, acima dos 37,3 milhões de 2007.

Mortalidade infantil se concentra em países pobres, conclui Unicef
De fato, 40% de todos os falecimentos nesta faixa etária ocorrem em apenas três países: Índia, Nigéria e a República Democrática do Congo, ressaltou a diretora executiva do Unicef.

ONU vai lançar apelo humanitário para a Guatemala
Programa Mundial de Alimentos, PMA, enviou 200 toneladas de comida, que irão ajudar 75 mil famílias nas áreas mais atingidas; crise foi causada por secas e atual crise econômica global.

Malásia denuncia violações de direitos humanos de indígenas em Bornéu
Os indígenas da tribo "penan" sofreram violações sistemáticas por parte dos trabalhadores das empresas madeireiras que exploram a zona

Uma pessoa comete suícido a cada 40 segundos, diz OMS
Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, marcado nesta quinta-feira, visa chamar a atenção do problema, que mata cerca de um milhão de pessoas todos os anos.

MSF atende vítimas de cólera em Papua Nova Guiné
Primeiro surto da doença registrado em 50 anos já contabiliza 95 casos confirmados e nove mortes





Paquistão: com o retorno dos civis, CICV e Crescente Vermelho paquistanês atendem às necessidades na Província da Fronteira Noroeste
Dezenas de milhares de civis continuam retornando a suas casas no noroeste do Paquistão depois de meses de deslocamento. Muitos enfrentam condições difíceis.

As crianças que não prosperam, não são filhos de Deus?

No mundo do aquário do Ap. Terra Nova, líder do G12, filhos de Deus não podem sofrer pobreza e miséria:

Com liderança forte, o Apóstolo Renê Terra Nova, não estava apenas fundando uma Igreja, mas também gerando uma linguagem própria e ensinamentos que trouxeram uma nova dinâmica ao povo de Deus. Ensinou aos filhos de Deus a necessidade de ter Jerusalém como verdadeiramente é: a Cidade do Grande Rei. Ensinou que fé e fidelidade andam juntas.
Elevou o nível de alma do povo, mostrando que pobreza, miséria e ruína são estigmas do passado e que prosperidade é um direito de cada filho de Deus.
Renê Terra Nova

No mundo onde as crianças não tem o direito à prosperidade pois não são filho de Deus, de acordo com este apóstolo, elas sofrem sem um lar, alimentação e saúde:


Iêmen: o CICV e o Crescente Vermelho socorrem milhares de pessoas à medida que o conflito continua

Os atuais confrontos armados no norte do Iêmen, que já duram quase três semanas, têm piorado a situação humanitária.

Milhares de pessoas já fugiram e buscaram refúgio com parentes ou famílias que os acolhem. Abrigos improvisados foram montados nas áreas próximas, mas algumas pessoas fugiram para pontos mais distantes, como a capital, Sanaa, há mais 300 km ao sul.

O CICV e o Crescente Vermelho iemenita cadastraram mais de 25 mil deslocados internos nas províncias de Saada e Amran e as duas organizações estão trabalhando sem parar para responder às necessidades mais urgentes.

"A terrível situação humanitária atinge mulheres e crianças de maneira mais dura", disse Daniel Gagnon, chefe interino da subdelegação do CICV em Saada. Mas o socorro do CICV e do Crescente Vermelho iemenita está fazendo uma diferença. "Alguns de nós já tínhamos recebido colchões, botijões de gás e alimentos", disse uma deslocada em Wadi Khaiwan. Ela e sua família tiveram que fugir da cidade de Al-Harf, ao norte da província de Amran. "Isso nos ajuda a levar a situação e faz com que sejamos um fardo menos pesado para as famílias e vizinhos que nos acolhem, os quais já têm muito pouco para eles mesmos".

Tanto dentro como nos arredores da cidade de Saada, mais de 4.200 pessoas estão vivendo nos campos de Al-Ihsa', Sam e Al-Talh, administrados pelo CICV e pelo Crescente Vermelho iemenita. Mas como Gagnon destaca, "há milhares de outras pessoas na província de Saada que precisam de nossa ajuda".

Mais de 5.500 pessoas estão com famílias que as acolhem na cidade de Saada. À medida que o fluxo de aumenta, o CICV busca maneiras de acomodar mais pessoas. "As pessoas precisam de água limpa, alimentos e abrigo", disse Daniel Gagnon. "Com o trânsito de mercadorias paralisado pelo conflito, as pessoas enfrentam dificuldades para conseguir víveres".

O conflito dificulta a entrega de socorro humanitário urgente e o combate em partes das províncias de Saada e Amran impedem as operações. Apesar dos obstáculos, o CICV e o Crescente Vermelho iemenita continuam levando ajuda sempre que a situação permitir que o façam em segurança.


A fala deste "apóstolo", é de uma falta de inteligência e misericórdia para com as crianças que sofrem a dor da perda dos seus familiares, de um lar para viver e brincar. Será que ele não acha que as crianças são filhas de Deus? qual a lógica no pensamento dele? Falo das crianças, pois estas escórias poderiam afirmar que o sofrimento é fruto do pecado, mas
Se não tem nada a dizer, faça o favor, cala a boca! Este comentário dele é de fazer o sangue subir a cabeça.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

NOVENTA por cento de Gaza está na pobreza

No mundo onde os milagres acontecem a granel, onde as bênçãos se colhem a rodo:

O Evangelista Marcos mostra um ensinamento de Jesus sobre estes semeadores. Ele disse que os “semeadores saíram a semear” (Mc 4.3) e encontraram a “boa terra, e deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um” (Mc 4.8), isto é, o resultado foi surpreendente, a colheita foi um sucesso, e cada semeador obteve um resultado de acordo com a sua fé. Jesus finaliza dizendo, “quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 4.9), por que Jesus disse isso? Porque a seara é grande, mas poucos são os semeadores. (Lc 10.2)

Esta é a razão de escolhermos os valores de R$ 30,00 R$ 60,00 e R$ 100,00 para os Parceiros do Avivamento. São semeadores de fogo lançando em terra abençoada, e da qual colherão muitas bênçãos.

Estamos no século 21 e chegou o momento de fazermos a diferença. Em II Crônicas 20: 20 está escrito: “...crede nos seus profetas e prosperareis”. Creia na palavra do profeta e aceite este desafio: semear a preciosa semente nesta terra fértil chamada Ministério É Hora de Semear Fogo. O nosso Deus dará o crescimento necessário e a ‘chama do verdadeiro avivamento’ percorrerá todo o Brasil, de Norte a Sul e de Leste a Oeste todos saberão que o Senhor Jesus é Deus e Senhor para glória de Deus Pai.

Pr. Marco Feliciano


Onde as crianças inocentes não veêm os milagres nem as bênçãos:


ONU denuncia pobreza sem precedentes em territórios palestinos

A economia dos territórios palestinos ocupados enfrenta dificuldades sem precedentes, devido ao estrito bloqueio israelense, às restritivas políticas de ocupação, a uma base produtiva debilitada e à deformação econômica estrutural.

Assim afirma um relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), que ressalta que a grande ofensiva israelense de dezembro do ano passado e janeiro na Faixa de Gaza teve custo econômico para esse território de US$ 4 bilhões, quase o triplo do tamanho de sua economia.

Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita diminuiu 1,2% e o efeito acumulativo dos últimos nove anos da redução deste indicador nos territórios palestinos é de 34%.

No ano passado, o déficit comercial com Israel superou em 140% os US$ 1,9 bilhão de apoio recebido dos doadores em 2008.

"Devido às restrições sistemáticas impostas pela política de ocupação (em Gaza e Cisjordânia), o desemprego aumentou para 32% em 2008, e a pobreza continuou se ampliando, alcançando 57% das famílias em 2007", disse o coordenador da Unctad para a Assistência ao Povo Palestino, Mahmoud Elkhafif.

"Isso, frente a uma taxa de pobreza de 20% em 1998", acrescentou Elkhafif, que indicou que, além disso, em 2008 a escassez de alimentos alcançou 38% dos palestinos.

O déficit comercial chegou em 2008 ao número sem precedentes de 79% do PIB, e o déficit comercial com Israel subiu para mais de 140% da ajuda total dos doadores à Autoridade Nacional Palestina (ANP), e a mais de 70% do déficit comercial geral.

"A deterioração da economia se deve à política de bloqueio de Israel, à erosão da base produtiva da Palestina, à perda de algumas das terras mais férteis e de recursos naturais devido ao muro de separação (na Cisjordânia) e à ampliação das atividades dos assentamentos judaicos", afirma o relatório.

Um capítulo à parte é destinado a Gaza, que "foi especialmente afetada pela política de ocupação, devido ao estrito bloqueio israelense desde meados de 2007" e à ofensiva encerrada no começo do ano.

"A devastação de Gaza e sua economia colocou 1,5 milhão de palestinos em níveis de pobreza nunca antes registrados", afirma o relatório.

As condições de vida no local e o acesso aos meios de subsistência estão em seu nível mais baixo desde 1967 e a pobreza afeta 90% da população, afirma a Unctad.

O organismo da ONU lamenta que, embora em março de 2009 os doadores tenham se comprometido a oferecer US$ 4,5 bilhões para a reconstrução, ainda não começaram os desembolsos, nem, portanto, a recuperação.

"O desemprego em Gaza é de 45%, ou seja, 13% sobre a média dos territórios palestinos, e a insegurança alimentícia abrange 80% da população", disse Elkhafif.

O coordenador da Unctad disse que "não se observou nenhuma modificação da política econômica israelense em relação aos territórios palestinos ocupados nas últimas quatro décadas".

"As estratégias sucessivas dos Governos de Israel em relação à economia palestina foram o principal determinante do desenvolvimento econômico da Palestina", diz o relatório.

Por isso, a Unctad coloca a necessidade de uma "mudança audaciosa", um novo enfoque da política econômica palestina "que reconheça as realidades e a incompatibilidade evidente entre a ocupação e o desenvolvimento".

O relatório defende definir uma estratégia econômica palestina orientada à soberania e à paz, para que exerça seu direito à livre determinação política e econômica, de acordo com as resoluções das Nações Unidas.

Fonte: Uol

AIDS: 28 milhões de pessoas morreram

"Até agora, 28 milhões de pessoas morreram. E todos os dias há 5.000 casos novos. É por isso que a Aids é um dos mais eficazes genocidas da história."

Uma campanha educativa alemã controversa, focada na prevenção de HIV/Aids, mostra Adolf Hitler fazendo sexo. Foi criticada no mundo todo pela falta de gosto e de propriedade - mas os produtores não veem qual é o problema.



Fonte: Na cama com Hitler: uma controversa campanha contra a Aids causa reboliço na Alemanha

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O pinto esfolado vivo e o ovo nosso de cada dia

Dia desses, um amigo me perguntou o que acontece com os pintinhos machos que nascem em grandes granjas voltadas à produção de ovos, uma vez que – até que se prove o contrário - eles não põem ovos.

A despeito do questionamento bizarro (não farei esforço algum para contextualizar os termos da nossa conversa), é uma boa pergunta. Afinal, se nenhuma manipulação ambiental ou genética for feita, cerca de 50% deles deveria nascer macho. O que ocorre com os indesejáveis?

Um vídeo postado por um grupo de defesa dos animais, a Mercy of Animals, e que está circulando na rede, mostra como centenas de milhares de pintinhos são mortos em uma das maiores granjas do mundo, a Hy-Line International, localizada no Estado norte-americano de Iowa. Está em inglês, mas o que importa são as imagens.





Uma amiga, que estudou zootecnia, me explicou que essa forma de “descarte” – no que pese ser medonha – é comum aqui no Brasil. Em muitos casos, criar um sistema para vender o galinho aumentaria o custo de produção dos ovos. Pois se a empresa quer lucro, nós queremos produtos baratos.

Outras possíveis formas de desova são lançar o pinto em água eletrificada ou jogá-lo em uma câmara de vácuo e retirar o ar. Na prática, o bichinho explode. O que sobra muitas vezes é usado como ração para as próprias galinhas. Se fosse vaca, ficaria louca.

Não estou dando lição de moral e não tenho a menor intenção de ensinar nada com isso. Apenas lembrar que a gente é o que a gente come.

Fonte: Blog do Sakamoto - dica: Fernando Silva

Fora da Zona de Conforto! [08/09/09]

90% da população de Gaza vive na pobreza, diz Unctad
O organismo da ONU lamenta que, embora em março de 2009 os doadores tenham se comprometido a oferecer US$ 4,5 bilhões para a reconstrução, ainda não começaram os desembolsos, nem, portanto, a recuperação.

Alfabetização significa respeito e desenvolvimento, diz ONU
Em uma mensagem por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização, Ban Ki-moon lembrou que 776 milhões de adultos não sabem ler ou escrever no mundo; diretor-geral da Unesco destacou a ligação entre analfabetismo e pobreza.

Enviado da ONU reafirma apoio à reconstrução do Haiti
Ele dis
se estar consciente da frustração dos haitianos, muitos dos quais vivem com menos de US$ 2 por dia.

Inundações deixam mais de 500 mil desabrigados na África
A ONU informou hoje que os desabrigados pelas inundações na África Ocidental superaram os 600 mil, o dobro da estimativa de uma semana atrás, enquanto os mortos já chegam a 159.

Tempestade mata 10 na Argentina e quatro no Brasil
Uma forte tempestade arrasou parte da Argentina, do Brasil e do Paraguai, deixando dez mortos no nordeste da Argentina, entre eles sete crianças, quatro no sul do Brasil, além de importantes danos materiais no Paraguai.

Desempregada com a crise, brasileira volta à prostituição na Espanha
crise econômica obrigou a brasileira M.S.M.A, de 28 anos, a retomar uma atividade que a fez viver "o inferno nesta terra": a prostituição.

Crise causa estagnação no combate à pobreza no Brasil
Passado um ano do início do período mais agudo da crise econômica mundial, as taxas de pobreza e desigualdade no Brasil permanecem praticamente no mesmo nível em que estavam antes de setembro de 2008.

Sobe para 79 o total de mortos no terremoto de Java
As autoridades da Indonésia elevaram hoje para 79 o número de mortos no forte terremoto registrado em Java na semana passada

Ondas de violência no Estado de Jonglei provocaram o deslocamento de cerca de 24 mil pessoas de 27 vilarejos
MSF também está realizando distribuição de comida, tendo como alvo 4,5 mil crianças com menos de cinco anos de idade, para tentar prevenir a desnutrição e preencher as lacunas antes da chegada de mais ajuda.


MSF oferece assistência a vítimas de enchentes em Níger
A maioria das pessoas desabrigadas encontrou refúgio sendo hospedada por famílias, enquanto 10 mil pessoas, incluindo muitas mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos encontraram abrigo em 13 escolas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ninguém vai para o Céu

"Eu acredito no Céu, e estou comprometido com esta fé. Mas quer saber de uma coisa? Dá muito trabalho achar versículos que dizem que nós vamos para o Céu! Dê uma olhadinha e veja quantos você consegue achar. Talvez você se assuste. Note bem, não estou dizendo que o Céu não existe. Mas leia o livro de Apocalipse. Como é que ele termina? Nova Jerusalém está descendo do Céu para a Terra. Eu não vou para o Céu - o Céu é que vem para cá! Sou um crente que realmente acredita no Céu, mas que ele vai ser aqui, nesta Terra devidamente restaurada. Perceba o que Deus faz com Jesus: quando Cristo é ressuscitado, os discípulos conseguem ver que é o corpo do Salvador, mas que foi transformado. O que aconteceu? Acredito que o Céu e Terra se uniram em Jesus. O corpo físico de Jesus foi permeado, foi tomado pela existência do Céu. E é isto que devemos esperar. Esta Terra será tomada pela presença do Céu e será transformada. Da mesma forma que o corpo de Jesus era o mesmo, mas transformado, acredito que esta será a mesma Terra, mas transformada".

A estas palavras de Rikk Watts (Livres para amar, Editora Sepal, p.30) eu acrescentaria que o que devemos esperar não é a chegada do Céu, mas a completa transformação de nós mesmos, isto é, sermos transformados à imagem de Cristo, ser como Cristo, ser Cristo, para que possamos habitar a Terra transformada pela presença do Céu.

domingo, 6 de setembro de 2009

O fim da história

Ricardo Gondim Rodrigues

Há alguns anos, um obscuro funcionário do Departamento de Estado norte americano propôs que a história chegara ao fim. O nome de Francis Fukuiama logo se tornou conhecido nos meios acadêmicos. Seus argumentos causaram enorme furor entre os defensores da dialética histórica. Ele defendia que o fim das grandes utopias, principalmente o esfacelamento da proposta soviética de um estado marxista, exauria a possibilidade de se escrever História, com agá maiúsculo. Estaríamos condenados a um futuro que tediosamente se alongaria numa sucessão de fatos menores, portanto, uma “historinha”; meros acontecimentos quotidianos.

Ele simplesmente expressava a mentalidade de uma época, também chamada de pós-modernidade. Um contrapé histórico caracterizado pela decepção com as propostas do Iluminismo europeu e com as afirmações da modernidade. Eram elas: a) o avanço do saber científico; b) o domínio da natureza pela tecnologia; c) o aumento exponencial da produtividade e da riqueza material; d) a emancipação das mentes após séculos de opressão religiosa; superstição e servilismo; e) o progresso e salvação dos povos pelas instituições políticas; f) o aprimoramento intelectual e moral dos homens por meio da ação conjunta da educação e das leis. Não se aguarda mais o paraíso proletário sonhado por Marx, o eldorado do capitalismo ocidental ou o mundo feliz do positivismo em que imperam a “ordem e o progresso”.

Realmente parece que se acabaram os sonhos, que se arriaram as bandeiras apaixonadas das idéias e que os visionários cederam lugar aos hedonistas. Os grandes ideólogos dos partidos políticos, acossados nos corredores das universidades, cederam os palcos para os marqueteiros. Diminuíram as barricadas e trincheiras nas ruas das grandes cidades; os jovens optaram pelos corredores refrigerados dos shoppings. A China, maior país comunista do planeta, criou um novo paraíso capitalista, com instituições políticas totalitárias e uma economia de mercado.

Idealistas, idealistas mesmo, restaram os fundamentalistas islâmicos, defensores de um mundo pré-moderno. Guerreiros dispostos a deitar suas próprias vidas por um estado teocrático. Vislumbram um mundo homogeneizado pelo Corão e sujeito à disciplina e censura de um Ministério de Costumes e Tradição que condenaria as mulheres a retrocederem séculos sujeitando-as novamente às mordaças medievais.

Fora esses segmentos islâmicos mais radicais, realmente o mundo carece de sonhos e ideais. Gabriel Perissé afirma que uma das idéias mais fortes que leu na sua vida encontrava-se pichada em um tapume e dizia assim: “Se você está tranqüilo é porque está mal informado”. Entorpecemos nossas consciências com a desinformação. A televisão nivelou-nos por baixo. A avalanche de novos fatos que se sucedem em um mundo globalizado não nos deixa tempo para a reflexão. Sucumbimos a um rápido processo de imbecilização. Há uma cultura de consumo que anestesia o ocidente.

Fernando Pessoa em seu magnífico “Livro do Desassossego”, afirmou que ao herdarmos uma descrença generalizada tanto no “cristianismo como na igualdade social e na ciência e nos seus proveitos” acabamos nos contentando em meramente viver. E arremata inclemente: “Ficamos, pois, cada um entregue a si próprio, na desolação de só sentir viver. Um barco parece ser um objeto cujo fim é navegar; mas o seu fim não é navegar, senão chegar a um porto. Nós encontramo-nos navegando, sem a idéia do porto a que nos deveríamos acolher”. O veredicto de Pessoa, mesmo vaticinado há quase cem anos, é doloroso: “Sem ilusões, vivemos apenas do sonho, que é a ilusão de quem não pode ter ilusões ... Sem fé, não temos esperança, e sem esperança não temos propriamente vida. Não tendo uma idéia do futuro, também não temos uma idéia de hoje, porque o hoje, para o homem de ação, não é senão um prólogo do futuro. A energia para lutar nasceu morta conosco, porque nós nascemos sem o entusiasmo da luta”.

Melancolicamente também constato que a esperança igualmente anda trôpega entre os cristãos. Percebo que nos contentamos em repetir dominicalmente nossos cultos. Sujeitamo-nos à ladainha enfadonha de orações prontas, paliativos espirituais em um mundo inclemente. Acomodamo-nos silenciosamente em viver contentes por simplesmente existirmos.

Mas algo dentro de mim se revolta. Quero sonhar, não estou contente em viver, por viver, preciso navegar rumo ao “grande Porto”. Não aceito que a “roda viva” carregue irremediavelmente o “destino pra lá”. Não aceito viver na fronteira da complacência e do comodismo. Quando Chico Buarque compôs “Roda Viva” em 1967, expressou o clamor de minha geração: “A gente vai contra a corrente / Até não poder resistir / Na volta do barco é que se sente / O quanto deixou de cumprir”.

Partilho do sentimento de Vaclav Havel, o dramaturgo tcheco: “Esperança não é lutar porque vai dar certo, mas porque vale a pena”. Tenho esperança, sem saber bem e ao certo como será o amanhã, mas que vale a pena lutar por ele. Aguardo, sem qualquer prova, um porvir melhor, menos kafkiano. Acredito na graça comum, distribuída sem acepção, que nos habilita construir um mundo justo e verdadeiro. O Evangelho é boa nova, contradiz a entropia física e nos convoca a lutar mesmo que nunca contemplemos qualquer resultado prático.

Decidi que não preciso estoicamente esperar um futuro sombrio. Não me acomodarei à profecia de mau agouro do Fukuiama. Renovarei, nesse próximo ano, meus ímpetos juvenis e não aceito que estejamos preparando uma “Gotham City” para os nossos filhos.

Ambiciono encarnar o que Ghandi propôs: “Quero ser no mundo, aquilo que quero ver no mundo”. Se quiser ver no mundo idéias valerem mais que conveniências, abraçarei minhas convicções com tanta paixão que renasçam coerências e coragem, paixão e compaixão, ação e ternura. Quero entregar-me de tal forma aos ideais do Reino que, sem heroísmos quixotescos ou messianismos inconseqüentes, possa deixar um mundo melhor para a próxima geração.

Escreverei mais e com a convicção de que posso iluminar com minhas palavras. Certo escritor conta que, quando menino, presenciou uma operação cirúrgica improvisada em sua cidade pequena, no meio da noite, sobre a mesa de uma farmácia. Era preciso suturar um homem retalhado, vítima de uma chacina. Operá-lo sem anestesia. E ele, o menino, o futuro escritor, ficou com a incumbência de segurar o lampião. Tremendo. Assustado. Não podia fazer nada. Mas iluminava a cena...

Lutarei por ideais, abraçarei causas, romperei com as minhas zonas de conforto. Farei de meu discurso religioso uma arma que apunhale a mediocridade, desmonte estruturas sociais perversas e que seja sempre uma contradição ao espírito desta época.

Acreditarei na força da Igreja. Não a institucional, mas naquela que, inaugurada no Pentecostes, saiu a salgar e a encarnar o Reino de Deus entre as pessoas. Trabalharei para que o corpo de Cristo não infantilize ou aliene, mas produza o “novo homem” que pode gerar sociedades solidárias, economias justas e um mundo sem tanto ódio.

Desejo dar-me às pessoas, cultivar amizades. Acreditar que as fagulhas da bondade de Deus na humanidade ainda prevalecem diante das trevas. Quero aprender a ingenuidade e desaprender a esperteza. Aumentar minha paciência e diminuir minha aspereza.

Plagiarei sem remorsos as palavras de Jeremias para “trazer à memória o que me pode dar esperança” – Lm 3.21. Até que “se levante o Sol da Justiça, trazendo salvação em suas asas”. – Ml 4.2. Maranata!

Soli Deo Gloria.
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