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sábado, 2 de julho de 2011

O Cavalheirismo Divino

Em seu afã por defenderem o atributo poder da divindade, muitos teólogos anulam seu amor. Fazem de Deus um impotente, capaz de destruir o mundo com água ou saraiva ou terremotos, mas não de salvar uma alma penitente.

Limites e liberdade andam juntos. Um Deus que não é absolutamente onipotente, não é um Deus limitado, mas sim livre; livre até mesmo para poder não poder o que bem entender. Deus em seu amor optou por poder também não saber e/ou determinar todo o futuro.

Deus não pode, não porque não queira. Ele não pode, não porque não deva. Ele não pode por simples incapacidade. Por exemplo, Deus é incapaz de cometer um assassinato. Deus é impotente para violentar uma criança, mulher ou ser humano. Deus não planeja catástrofes naturais. Deus não arquiteta dilúvios. Campos de concentração e assassinatos em massa não são dirigidos ou controlados por Deus.

A origem do mal não está em Deus. O mal em última análise não tem origem lógica ou no Logos (por definição), por isso então: mal. O mal está na ausência de Deus.

O conceito de um Deus onipotente no sentido absoluto tem sua origem mais na tradição grega do que na bíblica, essa diz, por exemplo, ser impossível que Deus minta. A onipotência grega é matemática, cartesiana, mecânica. A onipotência bíblica é pessoal, passional, amorosa. O amor é uma forma de onipotência. Só quem ama pode tudo.

Deus só é todo poderoso porque ama. Se não amasse não poderia nada. O amor é mais forte e maior que o poder. Quando em minha teologia ou hermenêutica o poder de Deus atropela seu amor, preciso repensar seus pressupostos. Deus caminha junto. Às vezes vai na retaguarda, às vezes nos ultrapassa, mas nunca nos atropela.

Deus não é poder, Deus é amor.

O incrível não está em Jesus pegar no chicote para por ordem no Templo (Sua casa), mas em Ele ter demorado tanto para fazer isso.

Se Deus usa de violência ou agressão, só pode ser um poder disciplinador, que visa o meu bem. Ele açoita e castiga os que ama. Por isso nem toda cacetada pode vir de Deus. Os açoites de Deus Pai visam o meu bem, o bem do filho. Sua vara e seu cajado me consolam. (Pauladas cheias de ódio não vem de Deus).

Quando Jesus ora, não a minha vontade mas a Sua. Ele não só mostra obediência, mas nos revela liberdade. Liberdade para obedecer e – mesmo assim - manter sua própria vontade, distinta da do Pai.

Deus nunca impõe seus valores à base da força, Jesus é a prova encarnada desse cavalheirismo divino. Às vezes não se sabe se está obedecendo, prestando favor, ou agindo por motivos próprios. No jogo de interesses, a autoridade nem sempre é clara. Quando o amor porém entra em cena, as relações de autoridade e poder perdem em força, o que falará mais alto é o tamanho do amor.

A ética ou moral de Deus não tem o seu ponto alto no Sinai, mas no Gólgota; não na força da Lei, mas fraqueza da Cruz.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O valor da pérola e o preço da graça

Em Mateus 13:44-46 está registrado que Jesus assim descreveu o reino do céu:

O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo. O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou.

[...] Quando leio essas parábolas penso com frequência num jovem que tive o privilégio de conhecer. Sua “pérola de grande valor” era uma mistura de cocaína e heroína. Por isso ele sacrificou todo o resto – sua saúde, sua família, um teto e um lugar para dormir, todas as suas possessões mundanas, – até não ter nada além da roupa do corpo e um violão. Ele amava aquele violão: viva dizendo que era a sua alma. Mas um dia penhorou o violão: “penhorei a alma”.

Tendo só a roupa do corpo e o dinheiro que recebeu pelo violão, tudo que ele conseguiu comprar foi uma “vírgula” de heroína (um décimo de grama, apenas o suficiente para deixá-lo alto uma única vez). Tendo vendido finalmente sua “alma”, essa era sua pérola de grande valor.

É aqui que a parábola termina, mas na continuação da história do meu amigo algo inacreditável acontece. Tendo descolado a sua heroína ele entra num beco para transar a droga, e ali depara-se com outro amigo que também é usuário de heroína mas não tem dinheiro, nem drogas, nem nada valioso para vender. O que faz meu amigo com sua pérola? Ele a compartilha. Ele a divide – o tesouro pelo qual sacrificou todo o resto – e dá metade a seu amigo, sem qualquer esperança de retribuição. Ali, num beco da zona leste do centro de Vancouver, meu amigo engajou-se num ato de generosidade e de sacrifício pessoal superior em escala a qualquer outro ato de generosidade ou sacrifício pessoal que eu jamais tenha visto praticado – quer por parte de cristãos ou de quaisquer outros. Pense o que quiser sobre o uso de drogas: o valor da pérola para meu amigo e a extensão de seu sacrifício suplantam em muito qualquer outro ato de bondade jamais praticado por mim.

E a verdade é que a atitude de meu amigo não é exceção. Em comunidades de usuários de drogas e outras comunidades de gente pobre não é incomum uma estirpe de economia fundamentada na graça, em que se dá sem se esperar receber de volta.

Daniel Oudshoorn

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O culto da performance

Destilado em tóneis de carvalho por Paulo Brabo

Não falta quem discorde da tese de Weber de que a teologia calvinista acabou precipitando inevitavelmente a ascensão do capitalismo. A dúvida parece estar em se a ética protestante ocasionou o capitalismo ou se meramente facilitou-o. No que me diz respeito já é suficientemente desconcertante que ela não o tenha evitado.
 
Mesmo quem desconfia das conclusões de Weber não tem como negar que a rápida expansão do comércio e a ascensão do industrialismo coincidiram precisamente com o incêndio revolucionário da Reforma Protestante. Para o bem ou para o mal de sua reputação, a trajetória do cristianismo evangélico/protestante foi desde o princípio associada a uma postura agressivamente mercantilista, e o sucesso histórico dessa conjunção protestantismo/capitalismo é espetacularmente epitomizado nos nossos dias pelos Estados Unidos.
A expansão do comércio e a ascensão do industrialismo coincidiram com a Reforma Protestante.
Assim que surgiram em cena, na verdade, os protestantes roubaram do o mundo católico o monopólio da transação comercial e do fluxo de riquezas. Os agilíssimos holandeses, com o sucesso enxuto de suas gêmeas Companhias das Índias (Orientais e Ocidentais), desbancaram com facilidade os católicos portugueses – sendo que Portugal é que havia inaugurado e colocado em funcionamento a primeira rede comercial verdadeiramente internacional, com ramificações em todos os continentes.

A ascensão dos holandeses foi a primeira manifestação inequívoca de uma tendência que não seria mais revertida. A partir daquele momentos os países católicos, que haviam sido tradicionalmente ricos e pregadores da pobreza, tornaram-se tradicionalmente pobres e à margem da riqueza. Para ser realmente rico e desfrutar do grosso da riqueza tornou-se necessário, mais ou menos como nos nossos dias, nascer ou transferir-se para um país de tradição ou colonização protestante.
* * *
Levada às últimas conseqüências, a visão de mundo protestante/capitalista gerou o nosso mundo e seu exigente culto da performance: a glorificação final do sucesso e do desempenho. Porque, como vivo dizendo, o capitalismo é religião; seu deus, ao contrário do que se pensa, não é o dinheiro, mas a performance.

Resta-nos pouca moral, mas o que nossa ética de fato cultua é o talento e o empreendorismo. Os heróis e santos contemporâneos são inequivocamente os vencedores, os talentosos, os empreendedores, os famosos, os bem-sucedidos. Esses, no nosso livrinho, é que são gente edificante, de valor, a ser admirada, seguida e – se tudo der certo – superada. O que temos no fim das contas não nos satisfaz, porque medimos nossa própria felicidade pela proporção em que nos conformamos aos padrões e precedentes estabelecidos pelos mais tecnicamente bem-sucedidos que nós.
Nossa teologia é o liberalismo econômico, nosso deus a performance.
É na verdade apenas essa crença no mérito inerente do desempenho que nos faz posicionar contra pecados modernos como a corrupção. O problema da corrupção, por essa nossa visão de mundo, é que ela impede o livre curso e a supremacia da performance – quando cremos que a performance é a verdadeira medida do valor. A corrupção nos parece ruim porque não permite que os verdadeiramente talentosos e esforçados sejam recompensados. E que os talentosos e esforçados devem ser recompensados e os incompetentes e preguiçosos punidos, é inquestionado item de fé da nossa religião.

Nossa teologia é o liberalismo econômico, nosso deus a performance.

Nosso panteão é por essa razão povoado por gente admirável como Ayrton Senna, Paul McCartney, Steve Jobs, George Clooney e Bill Gates – gente que se define pela naturalidade com que palmilha os átrios do talento e do empreendedorismo no templo do sucesso.

Naturalmente que nossa idolatria da performance é, por necessidade, contraditória e distorcida. Na mesma medida em que nos prostramos diante de santos contemporâneos como Senna, nos deleitamos na desconstrução pública de outros de nossos ícones. Acompanhamos com delícia e horror o espetáculo da auto-destruição de Michael Jackson ou a infâmia do mais recente ídolo do rock encontrado morto e drogrado e nu (não necessariamente nessa ordem) em sua banheira. Torcemos pela pobrezinha do Big Brother, e no momento seguinte vemos com um misto de inveja e indignação sua decisão de posar para a Playboy. Intuímos, no entanto, que faz tudo parte do espetáculo e que toda religião tem seus sacrifícios e vítimas.
* * *
O paradoxal está em observar que a origem do culto contemporâneo da performance pode ser traçada com grande acerto até a teologia da Reforma. É paradoxal porque os reformadores definiram-se, originalmente, por recuperarem um aspecto vital do Novo Testamento que os católicos haviam perdido de vista: o conceito radical de graça – conceito que, em sua acepção original, não poderia ser mais avesso a deformidades como o culto da performance.

A graça é tão difícil de definir quanto difícil de acreditar. É por certo um monstruoso escândalo à religião e à moral, porque sustenta, basicamente, que Deus não acolhe as pessoas pela consistência do seu desempenho religioso, ético, social ou profissional, mas unicamente pela sua graça – seu próprio cavalheirismo, graciosidade e inclinação em perdoar. Segundo a visão de mundo do Novo Testamento, é apenas devido a essa postura graciosa de Deus que gente sem qualquer mérito como nós mesmos e o vil ladrão crucificado ao lado de Jesus pode ser acolhida no Reino sem nenhum trâmite adicional.

A boa nova da graça explica que Deus não escolhe escolher pessoas pelo seu desempenho admirável, porque do contrário não teria ninguém para escolher. Admirável é Deus, que ao contrário de nós acolhe e aceita as pessoas sem critério algum. Para o indivíduo a graça é liberadora porque liberta da escravidão do desempenho; ela esclarece que vale tanto controlar o tráfego aéreo de uma grande cidade quanto passar a tarde aquecendo um gatinho entre as mãos.

A graça é apavorantemente inclusiva e deve ser manipulada com horror porque anula o mérito de todo sistema religioso; a graça torna inteiramente contraproducente, insensata e obsoleta a noção de religião como esforço ritual de religar o homem a Deus. O cristianismo, conforme exposto no Novo Testamento, estabelece tanto o Reino de Deus quanto o fim da religião – eventos que devem ser entendidos como uma mesma e formidável coisa.
Notáveis, para Jesus, são os que vivem deliberadamente à margem do culto da performance.
O ensino de Jesus a respeito do Reino de Deus – a respeito da graça na vida real – é, fundamentalmente, uma desconstrução das nossas idéias preconcebidas sobre os méritos inerentes da performance. Na visão revolucionária de Jesus, felizes são os desventurados, os em aperto, os endividados, os amargurados de espírito, os perseguidos, os incompreendidos, os rebeldes, os esquecidos. Segundo esse ensino, não há nada de inerentemente notável ou meritório no empreendedorismo ou na performance; pelo contrário, o bem-sucedido está em desvantagem porque do seu posto privilegiado é mais fácil perder de vista o Reino de Deus – e nada há de admirável ou desejável nessa perspectiva.

Notáveis, para Jesus, são os que não estão nem aí para o culto da performance; que vivem deliberadamente à margem dos valores do mundo e não servem às riquezas porque querem servir a Deus; que não andam ansiosos com o dia de amanhã porque crêem surpreendentemente que a vida é mais do que o alimento, o corpo mais do que as vestes e a casa mais do que o Sound System: os tolos, os imprudentes, os despreparados, os marginais, os insensatos, os pacificadores, os que não se destacam em nada, os confusos, os destrambelhados, os altruístas, os medíocres, os fracos.

Todos, talvez. Você, certamente. Eu, em particular.

O culto da performance é tão universal que requer cuidadosa e contínua desconstrução. Todos que temos acesso à internet e sabemos ler e escrever estamos por certo até o pescoço mergulhados nele. De fato cremos que o Paulo Brabo é admirável porque usa palavras que a gente não espera, faz desenhos engraçadinhos para o HSBC e é certamente bem pago por isso; de fato cremos que o notável merece mais deferência do que o cobrador do ônibus ou o estagiário da reprografia. Sem contar breves intervalos de lucidez, eu e você de fato acreditamos nisso – porque vivemos sob a sombra onipresente do deus da performance. De fato nos dobramos a esse deus e o cultuamos; de fato ajoelhamo-nos diante do seu altar todos os dias e entoamos sentidos louvores e prestamos exigentíssimo sacrifício. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O frio dói menos que nossas políticas para moradia


Seu mundo cabia em um carrinho de feira – e ainda sobrava espaço, talvez uma reserva de esperança para os dias que virão. Um casaco o protegia do clima de um dígito que fazia em São Paulo. Ao passar por um montinho de pano que, ao que tudo indica, era uma mulher encolhida pelo frio, tirou seu casaco e a cobriu. Ela sorriu e voltou a dormir. Ele seguiu andando, mais aquecido que antes.

A madrugada de hoje foi a mais fria do ano na capital paulista. Oficialmente, registrou-se 6° C na Avenida Paulista, entre às 2h e às 3h. É claro que a temperatura ou mesmo a sensação térmica foi mais baixa que isso em outros pontos da cidade. Se foi duro para quem estava debaixo de cobertores, imagine então para quem perambulava pelo lado de fora?

Há um ano, numa noite fria, moradores de rua se juntavam na fachada de um prédio lacrado no Centro da capital que, tempos antes, havia recebido uma ocupação de movimentos por moradia. Ontem, a cena se repetia: prédios fechados com tijolos deixavam claro que é mais importante alimentar a especulação imobiliária – além de dar abrigo a ratos e baratas – do que permitir que os sem-teto que rondavam por perto pudessem se proteger do tempo.

O déficit qualitativo e quantitativo de habitação poderia ser drasticamente reduzido se esses imóveis trancados por portas de tijolos pudessem ser desapropriados e destinados gratuitamente para quem precisa. Mas, ao invés disso, o governo federal investe em programas que facilitam o financiamento de novos empreendimentos (“Minha Casa, Minha Dívida”), quando poderiam estar entregando às famílias de baixíssima renda apartamentos existentes que hoje só servem para cultivar pó. Enquanto isso, Estado e município não têm coragem de enfrentar os grandes latifundiários urbanos. Há prédios que devem milhões de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e poderiam ser alvo do Decreto de Interesse Social, uma vez que permanecem vagos por anos. Mas em uma sociedade cuja pedra fundamental são a intocabilidade da propriedade privada e a possibilidade de lucro e não o respeito à vida isso fica difícil.

A área central de São Paulo é alvo prioritário dos movimentos por moradia por uma razão bem simples: porque já tem tudo, transporte, cultura, lazer, proximidade com o trabalho. Ao longo do tempo, fomos expulsando os mais pobres para regiões cada vez mais periféricas. Eles, que possuem menos recursos financeiros, gastam mais tempo e mais de sua renda com transporte do que os mais ricos que ficaram nas áreas centrais (com exceção dos condomínios-bolha espalhados no entorno, com suas dinâmicas de segregacionismo próprias).

“Se o senhor não está lembrado, dá licença de contar / Aqui onde agora está esse edifício alto / Era uma casa velha, um palacete assobradado / Foi aqui, seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca / Construímos nossa maloca”. Adoniran Barbosa cantou em seus versos um período da história paulistana em que velhos casarões, tornados cortiços ao longo do tempo, foram demolidos para dar lugar aos altos edifícios de bairros nobres, como Higienópolis. Expulsas, as famílias não tinham para onde ir, e instalavam-se nos extremos da periferia.

A cena se repete ainda hoje, mais vagarosamente que antes. Cortiços em regiões retratadas no passado por Alcântara Machado no livro “Brás, Bexiga e Barra Funda” e também nos antes requintados Campos Elísios abrigam dezenas de famílias. Sem o mínimo de saneamento básico, às vezes sem água e sem luz. Mas, apesar das dificuldades, a maioria dos moradores prefere continuar assim, pois transporte é o que não falta e a casa fica próxima ao trabalho – ao contrário do que acontece em bairros da periferia, onde o trajeto até o centro chega a levar três horas, dentro de ônibus superlotados.

José – o nome é fictício, pois o morador não quis se identificar – morava com a mulher, filhos, cunhado e primos em um velho casarão, semidestruído, então propriedade da Universidade de São Paulo, na Rua Havaí, localizada no caro bairro de Perdizes. O local não possuía a mínima segurança, uma vez que as tábuas caíam ao se caminhar pela casa. Mesmo assim, José não arredava pé de lá. “Se sair não tenho para onde ir.” Passaram-se os meses e a universidade mandou demolir a casa. Para onde foram José e o populacho que lá vivia? Ninguém nunca soube dizer. Provavelmente engrossam a densidade demográfica de outro cortiço. Ou passaram frio em algum lugar precário. Que logo seria igualmente derrubado.

E para quem acha que esse padrão só acontece com moradias, vale lembrar que é a mesma lógica tacanha que faz os mais ricos estudarem em universidades públicas e os mais pobres em particulares.

A recuperação da área central de São Paulo não se restringe a uma valorização estética das ruas, edifícios e bens culturais. Inclui também o repovoamento do local, trazendo vida à região, com incentivos para o estabelecimento das classes média e baixa. O que tem sido feito até agora é o contrário: expulsa-se o povão e ergue-se monumentos à música e às artes. Presto!

Sabe o artigo 6o da Constituição Federal que garante o direito à moradia? Então, é mentira. Do mesmo tamanho daquela anedota contada no artigo 7o que diz que o salário mínimo deve ser suficiente para possibilitar “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”. Função social da propriedade? Por aqui? Faz me rir.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O mundo é um lugar difícil de entender


















O homem que pede o desarmamento do Irã é o mesmo que vende armas a eles. O mundo é um lugar difícil de entender.

Referência a Hu Jintao, presidente da China.




O homem que afirma ser o maior inimigo do capitalismo é o mesmo que fornece combustível para suas indústrias funcionarem. O mundo é um lugar difícil de entender.

Referência a Hugo Chávez, presidente da Venezuela

fonte: Pavablog
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