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sábado, 22 de maio de 2010

O Novo Cristianismo

  • O estudo da Bíblia fez com que perdessem de vista idéias positivas e interesses contemporâneos; concedeu a eles uma inclinação pela pesquisa infrutuosa e uma poderosa tendência à metafísica. No norte da Alemanha, berço do protestantismo, a vagueza de idéias e sentimentos predomina nos textos de seus filósofos mais renomados, bem como em seus mais populares romancistas.
  • O estudo da Bíblia encoraja a crença de que é em si mesmo o tipo mais importante de estudo – o que explica a formação de sociedades bíblicas, que distribuem ao público milhares de cópias da Bíblia por ano. Ao invés de usarem suas energias de modo a produzir e propagar uma doutrina apropriada ao presente estágio da civilização, essas sociedades, assim chamadas cristãs, imprimem uma direção enganosa a seus sentimentos filantrópicos, direção essa contrária ao bem-estar público. Crendo que estão contribuindo para o avanço da mentalidade humana, o que de fato prefeririam, se fosse possível, é fazê-la retroceder.

Duas de quatro razões dadas por Saint-Simon (1770-1825), precursor do socialismo, pelas quais o estudo da Bíblia teria se tornado prejudicial para o movimento protestante. Em Nouveau Christianisme (1825), Saint-Simon denuncia como herética e indigna de Cristo toda orientação de cristianismo, seja católica ou protestante, cujo objetivo principal não seja a melhoria das condições de vida das classes mais pobres.

Paulo Brabo - Bacia das Almas


sexta-feira, 21 de maio de 2010

A índia idosa e seu cobertor repleto de dor

Ricardo Gondim

Em retiro espiritual (1970), Pe François Varillon citou um poema escrito por um russo que estava de passagem por Lima, Peru. O russo viu, nessa cidade, uma moradora de rua que, para se aquecer, se enrolou em jornais que havia encontrado espalhados pelo chão.


Naquela noite, como em muitas outras, seu cobertor era a atualidade do mundo. Sobre seu corpo miserável estavam escritos todos os acontecimentos do mundo, todo o pecado do mundo. Ela estava enrolada, de certo modo, no mal do dia. Sua manta era composta de sofrimento, descaso e injustiça. Aquela desabrigada era metáfora viva de todo o mal que vem impresso nos jornais. A maldade, de certa forma a abrigava da própria inclemência da vida.

Estamos, portanto, em Lima, 1970:

À hora em que morrem os jornais, porque a noite
os torna detritos,
à hora em que o cão, com um resto de comida
entre os dentes, para e vigia,
desconfiado, cada um dos meus passos,
à hora em que despertam todos os vis instintos,
os instintos que, hipocritamente,
se escondem durante o dia,
à hora em que os motoristas de taxi me gritam
“Eh, gringo, queres uma mocinha peruana?
Verás, é chocolate derretido”.
à hora em que já não funcionam as estações de correio
e em que só o telegráfo prossegue sua vigília,
à hora em que um camponês, enrolado em seu poncho,
dormita, encostado a alguém,
imóvel como uma estátua,
para ele totalmente desconhecido,
à hora em que as prostitutas e as musas
tiram maquilagem do rosto,
à hora em que já preparam os detritos de amanhã,
com os seus grandes títulos de primeira página,
à hora em que tudo é visível e invisível,
eu vagueio sem destino e não venho de parte nenhuma,
vagueio fatigado, sozinho, como um cão vadio,
vagueio pelas avenidas noturnas de Lima que se parecem,
então, com um cemitério dos contos.
A rua está toda suja, como de um escarro,
pelo tapete de cascas de laranja,
a rua cheira mal como as latrinas de um imenso estádio.
Mas para, repara.
Uma silhueta humana advinha-se através
de um monte de jornais mortos.
Ali, aninhada e muda; sem se queixar de nada
nem de ninguém,
uma mulher idosa fez um poncho,
um poncho feito de uma notícia sensacional
do dia que passou,
A velha embrulhou-se nele para escapar ao frio,
agasalhou-se na extrema direita e na extrema esquerda,
até aos olhos.
A extrema direita e a extrema esquerda, para a mulher,
são a mesma coisa.
Para ela, a única coisa importante, é ter menos frio.
A mulher idosa embrulhou-se nos escândalos e nas intrigas
e nos truques do esporte, até rente ao cháo.
Comparados com as pernas famosas da manequim inglesa,
Twiggy, os seus pés descalços levam a melhor.
Os automóveis, os submarinos, os foguetes,
esmagam-na com o seu peso
e fazem-na sumir-se no asfalto da rua.
As corridas, os iates, os strip-teases e os banqueiros
pesam sobre os seus ombros de camponesa.
Sobre as suas costas, Rockefeller, Onassis, Dupont,
com o seu sorriso bovino,
saboreiam o seu cocktail.
Sobre o seu corpo, todo entorpecido pelo frio,
Mao e Nixon jogam, prazenteiros,
uma partida de pingue-pongue.
E a pálida claridade do banco espreita, dolorosamente,
por detrás da montra, como da coluna vertebral
desta velhinha ressuma, ainda quente,
o sangue do Vietnam.
Sob imundície e a vergonha desta feira do mundo,
sem força para compreender todo este lodo,
a velhinha olha, como uma lama em apuros,
antiga índia, virgem de dor, mãe da humanidade.
Verga-se sob o peso das suas mentiras,
a tatuagem violenta do seu título, fere-a.
Mas ela é como uma estátua viva,
a estátua da verdade do mundo que repousa
sob o montão de mentiras.
Ó claridade pálida do banco, tu iluminas o seu seio fatigado.
E tu, lama da montra, liberta-a
desta imundície dourada que a cobre,
leva-a contigo para a montanha da salvação.
Eu, o representante de um grande país,
inclino, silenciosamente, a minha cabeça,
como uma criança perdida,
diante desse rosto doloroso,
do seu rosto cor de cobre, sulcado de rugas.
Porque muito no fundo desta mulher idosa esconde-se
ciosamente, esconde-se,
respirando em segredo, o país maior do mundo,
a alma humana.
“Eh, gringo, não queres uma pequena peruana?”
grita-me ele, novamente, com um assobio.
Mas eu, fico ali, sem me mexer, sem poder mexer-me.
Não posso explicar ao motorista de taxi
que a minha peruana, já a encontrei.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Onipotência



Ricardo Gondim
Ouso pensar o mistério. Atrevo-me a nadar em águas sem fronteiras, aventurar-me no oceano infindável em que as afirmações suscitam novas dúvidas. De antemão, valho-me da máxima socrática: “Só sei que nada sei!”. Aproprio-me também do princípio de Tomás de Aquino em sua Suma Teológica: "A respeito de Deus, quando não podemos saber o que ele é, sabemos o que não é".

Reconheço que "teologia é uma linguagem sobre Deus", como bem afirmou Gustavo Gutierrez. Portanto, se teologia é linguagem, será imprecisa, precária e sempre relativa. Ninguém é possuidor da “verdade absoluta” e mesmo que fosse, seria incapaz de traduzi-la, explicá-la ou demonstrá-la com “absoluta exatidão”. Assim, toda a teologia é passível de ser criticada, revisada e aperfeiçoada.

Minha ousadia tem a ver com o conceito teológico da onipotência, tão defendido e tão comumente assumido na fé popular. Desde a República de Platão já era possível encontrar o pressuposto de que Deus é imutável e, óbvio, onipotente. Por onipotência, entende-se perfeição em poder. Portanto, um Deus onipotente é compreendido como um ente que mantém os acontecimentos previstos, realizados e supervisionados de acordo com sua vontade.

Esse conceito de perfeição, que vem da tradição grega, ressalta que um Deus onipotente nunca pode mudar. Qualquer mudança implicaria em uma aceitação de que o estado anterior era melhor ou pior, o que é impossível para a Divindade. Em outras palavras, se Deus alegrar-se é porque antes estava sério. E se alegria é melhor que sisudez, Deus teria melhorado. Impossível! Perdoar, ter misericórdia, alterar destinos, nada disso seria concebível para Deus pois são decisões que alteram a perfeição divina.

Influenciada por esse conceito, a teologia clássica pontifica que Deus é "o poder mais poderoso que se possa imaginar". E esse pressuposto é tão caro aos crentes, que muitos ficam zangados diante de qualquer questionamento. Mas cabe a pergunta: De que jeito é o poder mais poderoso que se possa imaginar? Os mais rápidos no gatilho teológico sacam as armas e respondem: “O poder de tudo controlar, de tudo organizar, de tudo gerenciar”. Para eles, o maior poder concebível seria Deus regulando ou arbitrando sobre os nano detalhes do universo.

Essa ideia sobre Deus parece a mais lógica porque, dentro de elaborações gregas, realmente é inconcebível que Deus continue Deus sem que dirija os eventos tanto do universo visível como invisível. Alguns, contudo, resistem ferozmente que uma onipotência os comande; não admitem um universo encabrestado. Esses preferem se tornar ateus. Pe François Varillon afirma:

Não sejamos superficiais ao analisar a posição desses homens; no fundo, eles julgam mais digno do homem e consequentemente mais verdadeiro preferir um céu vazio ao fantasma de um imperador do mundo, potentado, déspota, dramaturgo supremo, a manobrar as marionetes da tragicomédia humana, fixando petrificando ou curto-circuitando liberdades que, aliás, supõe-se que haja criado.

A presença do mal se transforma em um nó dificílimo de desatar na filosofia e na teologia. Se Deus tem o poder de tudo determinar e tudo gerenciar, como aconteceu o pecado? Existiu o livre arbítrio em algum tempo? Se existiu, duas vontades colidiram. Se pecado é escolher o mal ou o vício, como alguém (até mesmo o primeiro casal) poderia fazer essa escolha sem infringir a vontade onipotente de Deus? No caso de um pecado original, ou Deus se fez de rogado ou intencionou, por detrás dos panos, que acontecesse a primeira transgressão. No exato instante da primeira rebelião, Deus estava no controle?

Caso tenha decidido não interferir nas decisões erradas quando podia fazê-lo, será que Deus tem objetivos posteriores? A sua onipotência fica preservada, mas ele deixa um rastro suspeito. Deus trabalha com armações maquiavélicas, em que os fins justificam os meios? Será que a universalização do sofrimento com tragédias dantescas estão rigorosamente sob seu querer para que o capítulo final da história permaneça glorioso?

Aqui começam os problemas. Se Deus traçou todos os mínimos detalhes da história e tem tudo sob seu mais rígido mando, não só os esboços gerais dos acontecimentos, mas os detalhes estão “pré-ordenados”. Quando um maníaco estupra e mata seis adolescentes, o homicídio não foi só previsto, mas arquitetado pelo Divino. E como poder absoluto não pode admitir detalhes fora do seu governo, as sórdidas minúcias do crime, bem como a macabra execução, teriam que ser não só antecipados, como minimamente determinados por Deus. Criminosos, genocidas, torturadores não passariam de executores finais de uma vontade escondida. Se "soberania" não permite ações dentro de parâmetros largos, então "soberania" especifica cada atitude e micro-gerencia os pormenores das escolhas de Madre Teresa, Pinochet, Gandhi e Idi Amin. A história se resume ao mero desenrolar de uma "vontade ativa" ou "permissiva" de Deus.

Teólogos fundamentalistas escrevem coisas estranhas (não se espante nem ria): “A vontade de Deus era que o criminoso agisse, mas que o fizesse com liberdade”. Vem embutida nesta afirmação um conceito muito caro para o calvinismo: “É possível ser livre e controlado ao mesmo tempo”. Sabe-se lá o que isso significa. Já fui contestado com argumentos do tipo: “A vontade de Deus é que o maligno se sinta livre para praticar a sua malignidade, mas que escolha debaixo da rigorosa vontade de Deus”. A incoerência interna do argumento é tão absurda que não merece ser levada a sério. Entretanto, ela é repetida e comentada como “ortodoxa” em colóquios teológicos. Insisto na pergunta: Como uma pessoa pode agir com liberdade se foi programada e determinada, sem opção de transgredir?

Será que o poder de Deus é sua capacidade de fazer com que os humanos se comportem exatamente como ele quer, enquanto acreditam que são livres? Se esse for o caso, a humanidade vive sob o império do logro. A humanidade é pior do que os golfinhos que se imaginam livres quando fazem estripulias dentro dos aquários e mal percebem que só cumprem os acenos do adestrador. Sim, seríamos piores que os golfinhos. Eles não são dotados de uma racionalidade consciente como os humanos.

Varillon afirmou que “seria radicalmente impossível para mim fiar-me em Deus, abandonar-me a Ele em confiança se nada soubesse sobre a natureza de seu poder. Sim, Deus é todo-poderoso, mas poderoso com que poder?” O poder de Deus é o poder do seu amor.

No caso de haver um controlador, seja lá qual for esse poder, alguns (eu me incluo entre eles) preferem a liberdade à escravidão. Repito as palavras de Varillon: “Não posso afirmar que creio num Deus todo-poderoso, a não ser que tenha a certeza de que se trata de um poder que não ameaça a minha liberdade".

Portanto, “a onipotência de Deus é onipotência de amor”. Novamente concedo a palavra a Varillon:

Entre onipotência e amor todo-poderoso, há uma grande diferença; há literalmente um abismo. O cristão não diz acreditar que Deus é todo-poderoso, diz acreditar em um Deus Pai todo-poderoso. No Credo, a afirmação de Deus e de sua onipotência é pronunciada e compreendida num movimento de confiança e amor, expresso precisamente por essa preposição. Dizer:creio em ti é dizer: sei que teu poder não é um perigo para minha liberdade, mas que ele está, bem ao contrário, a serviço da minha liberdade.

Deus é amor. Seu amor é onipotente. Repito e repetirei um milhão de vezes: Deus tem poder para amar infinita e fielmente, nunca para controlar.

domingo, 16 de maio de 2010

Outros homens de guerra

O vídeo abaixo mostra um pouco da realidade de Sam no Sudão (há cenas fortes)


Para alguns, ele é conhecido como o pregador mzungo (homem branco). Para outros, é um bad boy regenerado. Talvez o nome de Sam Childers entrará para a história apenas como o "pastor metralhadora". Mas para as pequenas crianças do sudeste do Sudão que correm risco de morte ou de se tornarem escravos pelas mãos do grupo rebelde "Exército de Resistência Lord", ele é sinônimo de salvação.

Sam Childers sequer concluiu o ensino médio, tendo começado a usar drogas aos 11 anos de idade, metendo-se em mais brigas que é capaz de lembrar. Este homem problemático, que muitos consideravam uma causa perdida, cresceu numa família cristã, mas o envolvimento com drogas, sexo e violência consumiram muitos anos de sua juventude e parte da sua vida adulta. Porém, a constante oração da sua mulher, Lynn, cristã desde 1987, ajudou a levá-lo a Cristo em 1992.
“Creio que a maior coisa que as pessoas precisam saber não é até que ponto fui no passado. Não interessa o que alguém era. A única coisa que interessa é o que se pode fazer para alterar o amanhã,” disse Childers durante uma entrevista. E acrescentou, “Penso que se eu pude mudar, qualquer um pode mudar.”

Esse ex-motociclista, que chegou a andar com os Hell's Angels, hoje percorre o território conflituoso do Sudão de arma na mão. O perigo espreita em cada esquina e a todo o instante. Seu espírito guerreiro de sempre continua o mesmo nesta nova luta que abraçou, mas de um modo diferente. “A diferença é que hoje eu luto pelas crianças e famílias que Deus me enviou para proteger.”

Sacrificando a vida confortável que tinha nos EUA, esse pregador incomum passou a maior parte dos últimos dez anos no sudeste do Sudão e no nordeste de Uganda. Ali fundou a aldeia de crianças Anjos da África Oriental, um orfanato cheio de crianças que ele resgatou dos ataques mortais do Exército de Resistência Lord (ERL), liderado por Joseph Kony.

Sam escreveu sua história no livro Another Man’s War: The True Story of One Man’s Battle to Save Children in the Sudan, que em breve deverá virar um filme estrelado por Gerard Butler (de 300) e Michelle Monaghan (de Controle Absoluto). (Veja matéria aqui)

Sua biografia descreve cenas terríveis dos ataques do ERL. Numa aldeia, ele recorda “o fedor intenso de carne humana queimada” e os gritos que ouvia dos feridos. Viu também uma mulher jovem ficar ensopada no próprio sangue ao ter o peito cortado pelo machado de um soldado. Em outros ataques, os soldados do ERL queimaram pessoas vivas e as forçaram ao canibalismo. Fizeram inclusive crianças matarem as próprias mães, pois do contrário seriam mortas. As crianças capturadas com vida são forçadas a unir-se ao ERL, servindo como soldados infantis, escravas sexuais, ou carregadoras de cargas e continuarem aterrorizando aldeões no sudeste do Sudão e nordeste de Uganda.

Childers sentiu-se obrigado a usar armas para defender as crianças, dando origem a seu apelido. Ele diz ser contra a violência, mas afirma que não se pode deixar que as crianças sejam estupradas e assassinadas. “Ajo em auto-defesa, procurando proteger as crianças”, afirme. "Não sou um assassino. Não gosto de machucar ninguém. Mas estas pessoas têm de ser paradas. Você ficaria indiferente se visse alguém fazer mal a uma criança?”

Desde 1988, o ministério de Childers distribui cerca de 2.400 refeições por dia. A aldeia que contruiu tem dormitórios, uma escola de ensino fundamental, creche, clínica, campo de esporte e uma igreja. Seu trabalho na África libertou mais de 900 refugiados de todas as idades, e mais da metade são crianças que foram capturadas pelo ERL.

“Com toda certeza um pregador normal, com formação universitária, nunca poderia fazer o que faço”, afirma Childers em seu livro. “Se eu tivesse morrido antes, certamente teria ido para o inferno,” admite o ex-usuário e traficante de drogas. “Mas quando me rendi ao Senhor, um novo plano entrou em ação, e nasceu um novo ministério.” Ele fez sua primeira visita ao Sudão em 1998 como voluntário para um projeto de construção dirigido por um ministério cristão. Mas a injustiça e necessidade desesperada que viu durante a viagem prendeu o coração de Childers e levou-o a decidir dedicar toda a sua vida para ajudar as pessoas do sudeste do Sudão. Lynn e Paige, a filha do casal, tem apoiado Childers em seu ministério, mesmo passando longos períodos longe dele.
“Sim, eu fui duro e mau, tendo causado uma série de prejuízos quando era incrédulo. Mas essa dureza e maldade prepararam-me para sobreviver num ambiente hostil onde poucos pregadores poderiam ir e voltar vivos,” escreve Childers no último capítulo do livro. “Deus endureceu-me e treinou-me para ser seu instrumento no sudeste do Sudão e em Uganda. Não sou um pastor normal. Sou um soldado, membro do Exército Cristão de Libertação do Povo. Eu ando armado. Luto pela liberdade. Jesus disse: 'Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma.' [Lucas 22:35-38] Jesus não condenava a violência. Mas se alguém pegar o seu filho e eu dissesse que podemos trazê-lo de volta, o que você diria?”

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