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sábado, 15 de janeiro de 2011

Os pássaros de Beebe

E que dizer dos milhares de pássaros que morreram de repente em Beebe, no Arkansas, na véspera de Ano Novo? Alguns dizem que foi causado por fogos de artifício. Outros afirmam que é mais provável que tenha sido granizo ou relâmpago. E, naturalmente, sempre haverá os que atribuirão o ocorrido àqueles impertinentes alienígenas (porque não nos deixam em paz?).

Ora, outra opção foi recentemente trazida para a mesa para nossa cuidadosa consideração. Cindy Jacobs, amplamente respeitada como profetisa em círculos carismáticos, produziu um vídeo em que sugere que o bizarro acontecimento foi um sinal de Deus expressando sua desaprovação diante da recente revogação da política “Don’t Ask Don’t Tell” (que proibia os homossexuais de declararem abertamente a sua orientação enquanto servissem nas forças armadas norte-americanas). Como evidência para confirmar a sua conclusão, Cindy observa que a política foi colocada em vigor pelo presidente Bill Clinton, que – talvez recorde o leitor – é natural do Arkansas.

Tomou?

Vamos deixar claro, minha gente, o que implica essa revelação. Aparentemente Deus NÃO VÊ problema em nossas operações militares em geral. Nenhum pássaro foi sobrenaturalmente abatido quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, o Afeganistão, Granada ou lançaram a bomba em Hiroshima. E, pelo que sabemos, nenhum pássaro foi abatido diante do nosso orçamento militar de meio trilhão de dólares, enquanto um bilhão de vizinhos carece de alimento e de abrigo no nível mais básico. O Todo-Poderoso não vê problema nisso. Foi só depois que permitimos que nossos soldados homossexuais deixem de dissimular que ele desfechou o massacre de pássaros de Beebe.

Basicamente, todos esses pássaros abatidos foram o modo que Deus encontrou para dizer: “Soldados, podem continuar matando, mas voltem já para o armário!”

Gente, quantos pássaros inocentes vão ter de morrer antes que aprendamos essa lição?

Greg Boyd, em seu blog
aa
dica do Paulo Brabo - A Bacia das Almas

Ganhei Coragem

Rubem Alves
Colunista da Folha de S. Paulo

"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou. Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava.Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre. "Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável. O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras. As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos. Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais.Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.

Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol. Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção." Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Rubem Alves

O dia que a teologia da prosperidade morreu

Quando vejo estas cenas, me pergunto como alguém ainda pode acreditar que Deus lhe dá prosperidade, como pregam certas igrejas que dominam a programação televisiva.

Na tragédia não se faz teologia. Na tragédia se constata o fracasso de algumas teologias.
Ricardo Gondim

 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dez conselhos para viver a religião

Frei Betto *

Adital -

1. Religue-se. Evite o solipsismo, o individualismo, a solidão nefasta. Religue-se ao mais profundo de si mesmo, lá onde se cultivam os bens infinitos; à natureza, da qual somos todos expressão e consciência; ao próximo, de quem inevitavelmente dependemos; a Deus, que nos ama incondicionalmente. Isto é religião, re-ligar.

2. Tenha presente que as religiões surgiram na história da humanidade há cerca de oito mil anos. A espiritualidade, porém, é tão antiga quanto a própria humanidade. Ela é o fundamento de toda religião, assim como o amor em relação à família. Busque na sua religião aprimorar a sua espiritualidade. Desconfie de religião que não cultiva a espiritualidade e prioriza dogmas, preceitos, mandamentos, hierarquias e leis.





3. Verifique se a sua religião está centrada no dom maior de Deus: a vida. Religião centrada na autoridade, na doutrina, na ideia de pecado, na predestinação, é ópio do povo. "Vim para que todos tenham vida e vida em abundância", disse Jesus (João 10,10). Portanto, a religião não pode manter-se indiferente a tudo que impede ou ameaça a vida: opressão, exclusão, submissão, discriminação, desqualificação de quem não abraça o mesmo credo.



4. Engaje-se numa comunidade religiosa comprometida com o aprimoramento da espiritualidade. Religião é comunhão. E imprima à sua comunidade caráter social: combate à miséria; solidariedade aos pobres e injustiçados; defesa intransigente da vida; denúncia das estruturas de morte; anúncio de um "outro mundo possível", mais justo e livre, onde todos possam viver com dignidade e felicidade.



5. Interiorize sua experiência religiosa. Transforme o seu crer no seu fazer. Reduza a contradição entre a sua oração e a sua ação. Faça pelos outros o que gostaria que fizessem por você. Ame assim como Deus nos ama: incondicionalmente.



6. Ore. Religião sem oração é cardápio sem alimento. Reserve um momento de seu dia para encontrar-se com Deus no mais íntimo de si mesmo. Medite. Deixe o Espírito divino lapidar o seu espírito, desatar os seus nós interiores, dilatar sua capacidade amorosa.



7. Seja tolerante com as outras religiões, assim como gostaria que fossem com a sua. Livre-se de qualquer tendência fundamentalista de quem se julga dono da verdade e melhor intérprete da vontade de Deus. Procure dialogar com aqueles que manifestam crenças diferentes da sua. Quem ama não é intolerante.



8. Lembre-se: Deus não tem religião. Nós é que, ao institucionalizar diferentes experiências espirituais, criamos as religiões. Todas elas estão inseridas neste mundo em que vivemos e mantêm com ele uma intrínseca inter-relação. Toda religião desempenha, na sociedade em que se insere, um papel político, seja legitimando injustiças, ao se manter indiferente a elas, seja ao denunciá-las profeticamente em nome do princípio de que somos todos filhos e filhas de Deus. Portanto, temos o direito de fazer da humanidade uma família.



9. A árvore se conhece pelos frutos. Avalie se a sua religião é amorosa ou excludente, semeadoras de bênçãos ou arauto do inferno, serva do projeto de Deus na história humana ou do poder do dinheiro.



10. Deus é amor. Religião que não conduz ao amor não é coisa de Deus. Mais importante que ter fé, abraçar uma religião, frequentar templos, é amar. "Ainda que eu tivesse fé capaz de transportar montanhas, se não tivesse o amor isso de nada me serviria", disse o apóstolo Paulo (1 Coríntios 13, 2). Mais vale um ateu que ama que um crente que odeia, discrimina e oprime. O amor é a raiz e o fruto de toda verdadeira religião; e a experiência de Deus, de toda autêntica fé.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

De perto, ninguém é santo

Jung Mo Sung *

Adital -
 
De vez em quando somos surpreendidos com notícias que abalam nossa fé na humanidade, ou pelo menos a nossa admiração aos nossos "heróis, heroínas, santos e santas". Um tempo atrás, por ex., os diários da Madre Tereza de Calcutá revelaram que ela passou por profundas crises de fé, de dúvida em relação a Deus. Como uma "santa" como ela poderia ter crise de fé? É claro que muitos se apressaram a diminuir a importância dessa crise dizendo que isto é "normal". Provavelmente estavam tentando salvar a imagem de santidade dela. Mais perto de nós, tivemos, não muito tempo atrás, polêmica envolvendo o nome do padre Júlio Lancellotti. Agora, temos o "caso" do padre François Houtart. Essas três pessoas que citei acima fazem parte da minha biografia pessoal. A vida e os escritos da Madre Tereza alimentaram muito a minha formação e vida espiritual; do padre Júlio Lancellotti, sou amigo e fomos colegas de classe durante quatro anos da Faculdade de Teologia, quando comecei a admirá-lo pela sua profunda sensibilidade em relação às pessoas que sofrem e a sua coragem pastoral. François Houtart, eu tive contato breve com ele algumas vezes, mas os seus livros (em especial "Religião e modos de produção pré-capitalista") marcaram a minha formação intelectual. Assim, sou uma pessoa que foi tocada por essas "polêmicas".
Eu não vou discutir aqui a culpabilidade, responsabilidade ou inocência dessas pessoas. Pois só Deus pode conhecer o que passa no mais íntimo das pessoas e a verdade plena do acontecimento. O meu foco aqui é outro.

Uma coisa que noto em momentos assim é o "susto" e o desapontamento com as pessoas que consideramos "santas". Como uma pessoa tão "boa", comprometida com a causa de Deus e das pessoas sofridas, podem se envolver em problemas assim? É claro que os que se opõe aos trabalhos e as causas dessas pessoas aproveitam o momento para desmascarar o que chamam de "hipocrisia". No fundo, muitos dos que são a favor e os que são contra compartilham de uma mesma visão: esperam que essas pessoas sejam "impecáveis", santas e heroínas. Daí o desapontamento quando o ser humano real, com todas as contradições, aparece de trás do mito criado em torno dele.
Esse desapontamento pressupõe uma antropologia otimista que crê que o ser humano pode (e deve) chegar a um nível de santidade tal que o leve a viver de uma forma impecável, sem pecado, em todas as dimensões da sua vida. Que seja socialmente comprometido, não caia em nenhuma tentação de poder e sexual, não tenha vaidade nem mal humor, não cometa erros etc. E projetamos em nossos "ídolos", santos ou heróis, essa perfeição que almejamos e exigimos de nós e de outros.

Eu penso que esse "otimismo antropológico", que dialeticamente leva a uma postura de cobrança severa, podendo chegar a um moralismo de pior tipo, é um equívoco. Nós seres humanos não fomos feitos para sermos santos! Não no sentido de perfeição, de ausência completa de contradições internas e de pecado. Só Deus é Santo! Nós humanos, somos simplesmente humanos. Se só Deus é Santo, como podemos viver a nossa vocação à santidade? A santidade que nos corresponde é aceitarmos que somos pecadores e tentarmos viver da melhor maneira possível dentro dessa contradição. Isto é, a nossa vocação à santidade não é superarmos a nossa condição humana, mas de amarmos uns aos outros dentro dessa condição carnal, sendo solidários especialmente com os mais "pequenos", na medida do possível.

Paulo apóstolo disse: "Eu não faço o bem que quero, mas sim o mal que não quero" (Rom 7,19), mostrando assim um realismo antropológico que reconhece a contradição do qual somos feitos.

Em uma perspectiva antropológica mais realista, a nossa percepção de casos assim será diferente. Por ex., no caso do François Houtart, que admitiu ter molestado sexualmente, 40 anos atrás, a um sobrinho seu, poderíamos ver e valorizar a sua luta pessoal, íntima, para dedicar a sua vida em função dos grupos e povos pobres, em meio e apesar de suas paixões e impulsos contraditórios. Ele deve ter lutado muito! Ao invés do desapontamento, poderíamos sentir mais admiração pela sua vida dedicada aos pobres e à causa da justiça e, porque não dizer, também uma tristeza pelo sofrimento que ele e as pessoas envolvidas no caso devem estar passando.

Assim, poderíamos perceber que não há pessoas santas, mas sim somente aquelas que lutam com as suas contradições e "espinhos na carne" (cf 2Cor 12,7) para continuar na causa do Reinado de Deus e outros que adotam o discurso do louvor ao mito do "homem perfeito" (assim como de uma "nova sociedade perfeita) para acusar outros e justificar as suas palavras belas, mas sem compromisso e incidência reais na história.

Como diz o povo, "de perto ninguém é normal/santo".

[Autor, com Hugo Assmann, de "Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres", Paulus].

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pelos Olhos

Antigamente convertia-se o Mundo, hoje por que se não converte ninguém?

Porque hoje pregam-se palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obra são tiros sem bala; atroam, mas não ferem. A funda de David derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo, senão com a pedra. Por isso Cristo comparou o pregador ao semeador. O pregar que é falar faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras.

Diz o Evangelho que a palavra de Deus frutificou cento por um. Que quer isto dizer? Quer dizer que de uma palavra nasceram cem palavras? – Não. Quer dizer que de poucas palavras nasceram muitas obras. Pois palavras que frutificam obras, vede se podem ser só palavras!

Quis Deus converter o Mundo, e que fez? – Mandou ao Mundo seu Filho feito homem. Notai. O Filho de Deus, enquanto Deus, é palavra de Deus, não é obra de Deus: No princípio era o Verbo. O Filho de Deus, enquanto Deus e Homem, é palavra de Deus e obra de Deus juntamente: E o Verbo se fez carne. De maneira que até de sua palavra desacompanhada de obras não fiou Deus a conversão dos homens. Na união da palavra de Deus com a maior obra de Deus consistiu a eficácia da salvação do Mundo.

Verbo Divino é palavra divina; mas importa pouco que as nossas palavras sejam divinas, se forem desacompanhadas de obras. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras veem-se; as palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos, e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos. No Céu ninguém há que não ame a Deus, nem possa deixar de o amar. Na terra há tão poucos que o amem, todos o ofendem. Deus não é o mesmo, e tão digno de ser amado no Céu e na Terra? Pois como no Céu obriga e necessita a todos a o amarem, e na terra não? A razão é porque Deus no Céu é Deus visto; Deus na terra é Deus ouvido. No Céu entra o conhecimento de Deus à alma pelos olhos: Então o veremos como ele é; na terra entra-lhe o conhecimento de Deus pelos ouvidos: A fé vem pelo ouvir; e o que entra pelos ouvidos crê-se, o que entra pelos olhos necessita.

Viram os ouvintes em nós o que nos ouvem a nós, e o abalo e os efeitos do sermão seriam muito outros.

Pe. Antonio Vieira, no Sermão da Sexagésima (1655)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Qual é a finalidade da vida? É para dar.

O Natal passou e com ele (segundo a tradição cristã ocidental) veio um desejo maior de ajudar os outros.

Interessante, então, que a melhor mensagem de Natal que eu vi nesta temporada vem de um homem que eu conheci (a partir de sua referência Brahmin) o qual é de origem hindu.

Narayanan Krishnan era um chefe de um grande hotel, mas percebeu que sua vocação real era para alimentar os pobres:

 

Eu terminei minha faculdade aqui. Eu estava trabalhando para Taj Group of Hotels Bangalore. Eu vi um homem muito velho. Ele estava comendo seus próprios resíduos humanos para matar a fome. 
Eu pensei então em qual é o propósito da minha vida? O que eu vou fazer? Em um hotel, eu alimento os meus convidados. Mas onde é minha cidade natal, há pessoas que estão vivendo, mesmo sem comida.  
Deixei o meu emprego, e começei a alimentar todas essas pessoas a partir de 2002. Hoje pela manhã, fizemos Ven Pongal e Sambar. Ven Pongal é uma mistura de arroz e dahl com um monte de especiarias. Ven Pongal e Sambar está sendo feito para o almoço, fizemos arroz de tomate e Sabji. 
 Nós alimentamos os sem-abrigo, doentes mentais indigentes, e os velhos que foram deixados sem cuidados pela sociedade. As pessoas estão sofrendo por comida. Eles não têm o que comer. Se você não lhes der comida para comer, eles vão morrer de fome.  
Eu corto o cabelo e faço lhe a barba, e lhe dou banho. Sentem-se psicologicamente que eles também são seres humanos, existem pessoas para cuidar deles, eles têm uma mão para segurar, a esperança de viver.  
Comida é uma parte. O amor é outra parte. Então, o alimento lhes dará nutrição física. O amor e o carinho que você mostra, irá dar-lhes alimentação mental.  
Sendo uma comunidade de brâmanes e de uma família ortodoxa, há uma série de acusações. Brâmanes não é permitido tocar essas pessoas, limpar essas pessoas. Mas essas pessoas abraçam, alimentam essas pessoas. 
 Todo mundo tem 5,5 litros de sangue. Eu sou apenas um ser humano. Para mim todos são iguais. Há milhares e milhares, e muitas e muitas pessoas que sofrem.  
Qual é a finalidade da vida? É para dar. Comece dando. Ver a alegria de dar. 

Fonte: Osocio.org

Ajude



Esta é a segunda parte da campanha da Cordaid.
A primeira parte é o Street View Sudão. Uma tela que termina em uma opção de captação de recursos simples e eficaz.

Amsterdam KONG agência interativa baseada fiz isso de novo com esses banners interativos. Doação € 2, - através do envio de um SMS eo banner está mostrando o resultado.
Veja os cartazes aqui na www.helpzuidsoedan.nl site da campanha (help Sul do Sudão).

Não se tem um visual deslumbrante, mas três passos simples, com um grande resultado.

Veja os próximos passos após a ruptura.

Fonte: OSocio.org
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