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sábado, 19 de setembro de 2009

Genocídio em Ruanda - 15 anos atrás



Coral africano durante a música:
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Ni ryari izuba, Rizagaruka, Hejuru yacu,
Ni nd' uzaricyeza ricyeza.

[Quando o Sol voltará para acima de nós?]
[Quem o revelará novamente para nós?]
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Ruanda, Ruanda
É, Ruanda, Ruanda

Eles disseram: "Muitos são chamados e poucos são
escolhidos"
Mas eu queria que alguns não fossem escolhidos
Para o derramamento de sangue de Ruanda.

Eles disseram: "Sadraque, Mesaque e Abede-nego,
Jogados no fogo, mas nunca queimados,"
Mas eu queria não me queimar em Ruanda.

Eles disseram: "O homem é julgado de acordo com o seu
trabalho,"
Então me diga, África, qual é o seu valor?

Não há dinheiro, nem diamantes, nem fortunas
Nesse planeta que pode substituir Ruanda...

Ruanda, Ruanda
É, Ruanda, Ruanda

Esses são os choros das crianças
Ruanda, Ruanda
Alguém ouve o meu choro?

Se a América é os Estados Unidos da América,
Então por que a África não pode ser os Estados Unidos
da África?

E se a Inglaterra é o Reino Unido,
Então por que a África não pode unir todos os reinos
E virar o Reino Unido da África?

Ruanda, Ruanda, Ruanda, Ruanda
Yeah, yeah

Esses são os choros das crianças, é.
Alguém está ouvindo os nossos choros?
É, o céu chora... Jesus chora.
Senhor, estais nos ouvindo chamar?
Ruanda, Ruanda...

Senhor, nos ouvistes chamar?
Podeis fazer algo em Ruanda?
Ruanda, Ruanda, Ruanda, Ruanda

Estou falando de Jesus; falando de Ruanda, Ruanda,
Ruanda...

Falando de... falando de...
Falando de... falando de...

Eu quero tocar o meu violão para Ruanda...

Música - Wiclef Jean

Enquanto o Brasil ganhava a Copa de 1994...

Você precisa assistir o filme: Hotel Ruanda



genocídio praticado em Ruanda é o evento mais trágico da segunda metade do século passado; todavia, dez anos depois (15 anos atualmente), ele está quase totalmente esquecido. A hecatombe de 1994 deve ser lembrada, estudada, analisada, discutida, porque contém um grande número de lições que nos ajudam a entender melhor nosso tempo. Os massacres de 1994 não são frutos de uma explosão de loucura coletiva, mas a máxima expressão de um ódio muito antigo.

A Ruanda pré-colonial certamente não era um país onde todos gozassem de suficiente dignidade e oportunidade; havia divisões sociais, tribais; as monarquias distribuíam privilégios e riqueza de maneira articulada. Mas os colonizadores – inicialmente alemães e, depois, belgas – tiveram grande responsabilidade na exasperada divisão do país entre dois grupos rivais, os hutus e os tutsis. Em 1932, quando os belgas criaram o documento de identidade étnica, chegou-se a uma situação sem retorno: os twás, além dos hutus e os tutsis, viram-se oficialmente divididos.


Menina ruandesa com as pernas amputadas pela explosão de uma mina

Os colonizadores atribuíram privilégios e cargos de comando apenas a uma restrita elite dos tutsis, despertando o ódio crescente nos hutus. Depois de deixar o país, os colonizadores assistiram à tomada do poder pela maioria hutu, até então oprimida, sem a preocupação de refrear as tensões causadas por sua política criminosa.

Durante os anos setenta, quando Juvenal Habyarimana chegou ao poder, um grande número de países ocidentais concedeu ao país enorme crédito político, mas principalmente econômico. O auxílio externo equivalia a 22% do Produto Interno Bruto, com rasgados elogios do Banco Mundial, apesar de Habyarimana reprimir de modo sistemático e duro os dissidentes.

Antecedentes da guerra civil


Cena de destruição e cadáveres espalhados

O envolvimento de potências estrangeiras, e sua conseqüente responsabilidade, foram crescendo cada vez mais. A aceleração na direção do genocídio agravou-se em 1990. A Frente Patriótica Ruandesa, formação político-militar dos tutsis egressos do país após o fim do colonialismo, atravessou a fronteira da Uganda e iniciou a guerra civil. A França se alinhou ao governo de Habyarimana mas, para alimentar o conflito, chegaram também armas egípcias, britânicas, italianas, sul-africanas, israelenses, do Zaire e de outros países.

Ruanda, pequeno país, famoso por sua miséria, tornou-se o terceiro país africano na importação de armas. Entre janeiro de 1993 e março de 1994, graças sobretudo a financiamentos franceses, adquiriu da China 581.000 machetes (sabre de artilheiro, com dois gumes), armas impróprias, mas de preço acessível. Nenhuma potência ocidental ou organismo internacional monitorou seu comércio, nem impôs proibições; assim é que, nos mercados de Ruanda, é mais fácil encontrar granadas do que frutas ou verduras.

Acordos de papel

A ONU, a OUA (Organização para a Unidade Africana) e alguns governos resolveram sentar-se com Habyarimana e a Frente Patriótica para discutir um documento elaborado em Arusha, na Tanzânia. Os representantes de cada parte assinaram um articulado Tratado de Paz, que permaneceu apenas no papel. Por outro lado, nenhuma das organizações envolvidas, nem mesmo a diplomacia dos países ocidentais, preocupou-se em verificar o que estava acontecendo de fato. E os dois contendores continuaram a se armar até os dentes.

Em Ruanda, a violência contra os tutsis foi aumentando semana a semana. Algumas partes do Tratado são de fato contraproducentes e nada fazem, senão incitar mais ainda os extremismos. Controlada pelo clã Akazu, ligado à mulher de Habyarimana, a imprensa hostilizou duramente os acordos e gerou um veículo que se tornou tragicamente famoso pelo seu incitamento ao ódio durante o genocídio: a Rádio Mil Colinas. Não obstante este crescimento, a missão dos capacetes azuis (da ONU), enviada a Ruanda para ajudar na implementação dos acordos, foi particularmente frágil.

Sinais ignorados

O general Romeu Dallaire comandava as tropas da ONU. O objetivo era manter a paz, mas, no “país das mil colinas” não havia paz. No dia anterior à sua chegada em Ruanda, o domínio militar tutsi ameaçou o primeiro presidente democraticamente eleito na história do vizinho Burundi, o hutu Ndadaye. Houve confrontos e cinqüenta mil pessoas, na maioria hutu, perderam a vida. Outros fugiram para a Ruanda meridional. Não era o primeiro massacre de hutus causado pelos tutsis do Burundi, e nem o pior, pois, em 1972 foram massacrados pelo menos 200.000, seguido de um presumido golpe de Estado.

A violência, provocada pelos militares tutsis do Burundi, alimentou cada vez mais o ódio dos hutus contra os tutsis de Ruanda. Dallaire entendeu logo o que estava acontecendo: havia urgente necessidade de uma força multinacional, preparada para refazer a ordem, interromper a chegada de armas, garantir a segurança dos civis e dos líderes políticos. Desde dezembro de 1993 até abril de 1994, Dallaire implorou-a outras vezes a seus líderes, à ONU e a quem encontrasse. Não foi ouvido.

Em 6 de abril de 1994, o presidente Habyarimana foi morto, não se sabe por quem. A guarda presidencial, parte do exército e um número enorme de esquadrões da morte, perseguiram os tutsis, conforme um plano bem elaborado. As vítimas do extermínio, segundo estimativas cautelosas, foram quinhentas mil; segundo os maiores críticos, um milhão. Dallaire reuniu outros cinqüenta mil homens, convencido que seriam suficientes para acabar com os massacres.

Mas, na manhã do dia 7 de abril, dez capacetes azuis sob seu comando foram mortos e o Conselho de Segurança (da ONU) decidiu pelo retorno da maioria dos soldados da missão. Dallaire manteve quatrocentos capacetes azuis, quase todos da Tunísia e de Gana. Eles salvaram 25.000 pessoas, mas o genocídio acabou somente quando a Frente Patriótica venceu a guerra civil.

Os soldados tutsis da Frente, bem preparados e disciplinados, não economizaram represálias, ataques a órgãos civis, como hospitais e igrejas. Sua operação não tinha as intenções genocidas dos extremistas hutus, mas os crimes de guerra, pelos quais foram responsáveis, precisam ser duramente condenados.

A retirada

As potências ocidentais, ao abandonarem Ruanda a si mesma, não se cansam de justificar seu comportamento. As mensagens de Dallaire à ONU, levadas ao futuro secretário Kofi Annan, não citaram seus próprios erros, mas afirmavam ter feito todo o possível. O presidente dos Estados Unidos na época, Bill Clinton, que exigira uma intervenção internacional para evitar os massacres, desculpou-se afirmando que não sabia o que se sucedia em Ruanda.

A Bélgica pediu perdão, mas responsabilizou os próprios Capacetes Azuis por tudo. Também acusou o Vaticano e os líderes de outras religiões.

É verdade que muitos líderes da hierarquia religiosa, tanto católica, como anglicana, estavam comprometidos com o regime extremista dos hutus. Porém, naqueles meses, foram mortos 103 padres, 76 freiras e 53 irmãos consagrados.

Os únicos que não pediram desculpas foram o governo e o parlamento francês, que também haviam sustentado os extremistas hutus, até depois da morte de Habyarimana. Comentando uma pesquisa elaborada em 1998, o parlamento de Paris admite algumas falhas, mas insiste que “ninguém fez tanto quanto a França para estancar a violência em Ruanda”.

A atuação da ONU

Sobre as mil colinas de Ruanda morreu a esperança que, com o fim da bipolaridade EUA/URSS, a ONU poderia mostrar ao mundo um futuro de paz. Nos primeiros anos da década de 90, as Nações Unidas se empenharam em dezenas de campanhas pela paz. Foi a melhor demonstração da capacidade do Palácio de Vidro de ser incisivo e eficaz para prevenir situações de crise. Mas não em Ruanda, onde todo otimismo foi sepultado sob montanhas de cadáveres.

Faliram os órgãos responsáveis pelas campanhas, o secretariado geral, o Conselho de Segurança. A Assembléia Geral e a Comissão dos Direitos Humanos nada fizeram. A ONU foi um organismo inútil. A ONU tinha os meios para compreender o que acontecia e sabia como interferir. Poderia prevenir os massacres, se tivesse ouvido os pressentimentos de Dallaire. Poderia interromper ou, ao menos, limitar a violência entre abril e julho de 94, se tivesse enviado reforços que o general pedia com tanta insistência.

Poderia afrontar com eficácia as questões dos refugiados antes que acontecesse “a guerra mundial africana”, se interviesse a tempo, e se utilizasse melhor os recursos econômicos da Instituição para os casos de emergência. O fracasso da ONU em Ruanda foi culpa da irresponsabilidade pessoal de funcionários e de dirigentes. Será inútil pedir sua reforma, sem discutir – abertamente e com transparência –, os comportamentos do seu pessoal.

O genocídio ruandês é um dos piores eventos na história da humanidade. Entre os responsáveis, alguns começam a pagar pelos seus atos. Mas, entre os que podiam interferir para bloqueá-lo e não o fizeram, ninguém se preocupa. Hoje está difícil conseguir a estabilidade em Ruanda. O país está nas mãos firmes de Paul Kagame, desde as vitoriosas eleições do último verão. Ele é o general tutsi que, em 1994, levou a Frente Patriótica à vitória sobre a guerra civil.

Seu governo obteve importantes resultados econômicos e sociais, mas responde por graves violações de direitos humanos, de limitações à liberdade individual. Está ainda envolvido, não tanto como no passado, na guerra que levou à morte outros três milhões de pessoas na República Democrática do Congo. A situação da justiça e as condições de vida nas prisões do país são gravíssimas.

Paz, desenvolvimento, direitos humanos

Há quase dez anos de distância, Romeo Dallaire finalmente contou sua versão a respeito dos fatos, em um livro publicado em outubro de 2003 (Shake Hands With the Devil, Random House, 500 págs). Na conclusão de sua obra, o autor afirma ter repensado sobre o ódio que devastou Ruanda; sobre os milicianos que guerrearam no Congo e sobre a violência terrorista, que é a base dos ataques suicidas, tanto em Manhattan como em Israel.

Segundo o general, este ódio deve ser erradicado e isso só pode acontecer de um único modo: trabalhando contra a pobreza, na defesa dos direitos humanos, fazendo com que – para usar suas palavras – como o século 20 foi o século dos genocídios, seja o século 21 o século da humanidade.

Fonte: Revista “África”

A Falência do Capitalismo

A fome é uma realidade para 1 em cada 8 americanos, incluindo milhões de crianças, idosos e trabalhadores pobres. No entanto, o problema da fome nos E.U. permanece invisível para a maioria dos americanos.

Cobrar taxas de cuidados médicos em países pobres compromete a Saúde


Mit Philips, analista de políticas de saúde de MSF, fala sobre a importância do acesso gratuito a cuidados médicos

Analista de políticas de saúde de Médicos Sem Fronteiras, Mit Philips tem estudado ao longo dos anos os efeitos da cobrança de taxas para se ter acesso a saúde, que os pacientes não têm condições de pagar. Ela explica por que há a necessidade de tornar o atendimento médico gratuito para as populações pobres.


Por que MSF não aprova a cobrança de taxas para se ter acesso à saúde em países pobres?
Mit Philips - Há muito efeitos adversos quando se cobram taxas para ter acesso à saúde em países pobres. Temos observado em nossos projetos e em nossa pesquisa que uma enorme quantidade de pessoas simplesmente não tem como ir ao médico quando precisam e não frequentam as clínicas. Outros apenas procuram ajuda depois que conseguem juntar o dinheiro necessário, através da venda de gado ou pegando emprestado com familiares, e o atraso em seu tratamento pode levar a sérias complicações. Em geral, se você está pedindo para que as pessoas fiquem ainda mais pobres como condição para ter acesso a tratamento médico, você está contribuindo para uma espiral da pobreza que provavelmente vai afetar suas condições de saúde a longo prazo. Para organizações como a nossa, simplesmente não faz o menor sentido por barreiras entre os pacientes e os cuidados médicos que eles precisam, e as barreiras financeiras são particularmente proibitivas. Felizmente, cada vez mais atores na área de cuidados de saúde reconhecem isso.

Você pode dar exemplos concretos dos efeitos que essas taxas podem ter para os pacientes?
Mit - Posso te dar vários exemplos. Recentemente, havia um menino de 12 anos na Libéria que foi atropelado por um carro e que teve uma fratura complicada, com a exposição do osso de sua perna. Seus pais juntaram todo o dinheiro que podiam para pegar um táxi, mas descobriram, ao chegar ao hospital, que já não tinham mais nada para pagar a taxa de registro compulsório. A situação do menino piorou, ele teve tétano e chegou ao ponto de não conseguir mais comer. Os vizinhos falaram aos pais que o atendimento era gratuito na clínica de MSF. Levamos dois meses inteiros para reparar os danos não apenas do acidente, mas também do atraso no tratamento. Um dos excessos que acho particularmente perturbador é o fato de os pacientes não poderem deixar o hospital se não tiverem pago toda a conta. Nós vimos no Burundi e na República Democrática do Congo como as mulheres, depois de realizar uma cesariana, uma operação cara nesses países, eram mantidas reféns com seus bebês até que parentes e amigos conseguissem juntar dinheiro.

O que acontece se você parar de cobrar os pacientes?
Mit - Vimos em vários projetos que o efeito pode ser grande e imediato. Antes, as pessoas não procuravam as clínicas e de repente começaram a ir em grande número. Todos com graves problemas de saúde. No Mali, por exemplo, nós implementamos o atendimento gratuito em uma área com grande incidência de malária. Quase que instantaneamente o número de pessoas infectadas triplicou. Isso nos fez especular quantas pessoas, crianças principalmente, não haviam sido diagnosticadas com a doença e ficaram sem tratamento, quantas morreram desnecessariamente em suas casas. Simplesmente porque eles não tinham dinheiro o suficiente para ir às clínicas e não tinham como consegui-lo. Se um de seus filhos tem febre e precisa de atendimento médico, mas todos precisam de comida, você vai gastar seu dinheiro com o que, se você não pode ter os dois? As escolhas são muito difíceis.

Quais os países devem tornar o acesso àsaúde gratuito?
Mit - Sejamos claros: não existe algo como atendimento de saúde gratuito. Alguém tem que pagar a conta. Mas nos países pobres não deveriam ser os pacientes, uma vez que isso vai contra o que um sistema de saúde tenta alcançar. Quando falamos em não cobrar dos pacientes, estamos falando de dois grupos de países. Há aqueles nos quais o atendimento gratuito já faz parte da política, mas devido à falta de financiamento ou outros meios, as autoridades não têm como implementar isso para a maioria das pessoas. Obviamente, a política que existe apenas no papel não vai salvar uma única vida. Ainda há outros países, principalmente na África Subsaariana, que têm indicadores de saúde muito ruins, incluindo baixa expectativa de vida e altos índices de mortalidade, nos quais a maioria da população é muito pobre. Esses países deveriam começar a implementar o acesso gratuito à saúde em caráter de urgência.

O que os governos deveriam fazer?
Mit - Os governos dos países em questão devem apresentar uma mensagem clara: não podemos cobrar as pessoas pela assistência médica que elas precisam. Ao mesmo tempo, organizações internacionais e governos doadores têm que acordar para a realidade de que as taxas em países pobres excluem um grande número de pessoas do atendimento médico sem solucionar o problema de financiamento do sistema de saúde. Eles precisam urgentemente de aumentar seu apoio técnico e financeiro. Um erro comum tem sido abordar as questões que envolvem o financiamento de atendimento de saúde apenas pela perspectiva macroeconômica. Em MSF, nossa abordagem é estar diariamente entre as pessoas que estão doentes ou machucadas. Nós queremos tratar as pessoas que precisam de atendimento médico e vamos sempre tentar quebrar barreiras que evitem que os pacientes fiquem longe dos serviços de saúde. Da mesma forma, os responsáveis pelas políticas devem entender o que suas decisões podem significar para um menino na Libéria, uma mulher que dá à luz no Burundi e milhões de outras pessoas que precisam de atendimento médico.

fonte: MSF

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fora da Zona de Conforto! [18/09/09]

Quase 500 mil crianças de 10 a 14 anos são analfabetas no país

Pela assiduidade de Carlos*, 14 anos, à escola no bairro da Vila Prudente, zona leste da capital, ninguém ousaria dizer que ele enfrenta sérios problemas de alfabetização. O adolescente não falta às aulas de reforço, mas até hoje consegue apenas escrever seu primeiro nome. "O Brasil continua fabricando analfabetos", diz.

Segundo Pnad
2008, Brasil ainda tem 14,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais
Segundo a Pnad, um em dez brasileiros com 15 anos ou mais não consegue ler ou escrever um bilhete simples. Esse é o conceito de "analfabeto" para o IBGE. Dos 14,2 milhões de analfabetos, 95% têm 25 anos ou mais. É um contingente de 13,5 milhões de brasileiros.


Brasileiros ainda enfrentam doenças por falta de água e rede de esgoto deficitária
Se a maior parte dos brasileiros tem acesso a água encanada e coleta de esgoto em casa, morado
res de 9,2 milhões de residências ainda dependem de poços, nascentes, carros-pipa ou da chuva para beber, cozinhar e tomar banho. Já cerca de 2,2 milhões de casas não contam com nenhum tipo de escoamento para o esgoto.

Nordeste concentra maior proporção de trabalhadores infantis
As pessoas de 5 a 13 anos de idade recebiam em média R$ 100, enquanto as de 14 ou 15 anos recebiam R$ 190 e as de 16 ou 17 anos recebiam R$ 319. Não é incomum inclusive as crianças não receberem nada: 32,3% das pessoas ocupadas de 5 a 17 anos de idade eram trabalhadoras não remuneradas.



Tribunal Internacional da Infância denuncia crimes contra crianças

Na cabeça do principal lider do G12 no Brasil, Ap. Terra Nova, Deus faz as pessoas milionárias:

"Somos [sic] entre os quinhentos homens mais bem-sucedidos do Brasil que possuem um jato. A visão desatou novos líderes e milionários. Pastores e líderes que possuem casa, patrimônio, empresas e templos (como Igreja) acima de milhões, o que fez ministérios e líderes milionários. Sabe por quê? Deixamos de ser tímidos, saímos dos decretos de morte e entramos no decreto de vida. Por isso, estamos ousando conquistar no sobrenatural."

fonte: Voz profética
dica do João de Souza Filho

Enquanto isto, crianças na guatemala, sofrem um genocídio silencioso causado pelo esquecimento da humanidade:

Há mais de vinte e cinco anos, as crianças guatemaltecas vêm sofrendo um genocídio silencioso e contínuo. A fome, a desnutrição, a exclusão social, os crimes de lesa humanidade e a impunidade são as principais causas desse massacre desenfreado que está dizimando, sobretudo, meninas e meninos Mayas.

Com o intuito de deter esta situação e punir os culpados o Tribunal Internacional sobre a Infância, por meio do seu presidente, o argentino Sergio Tapia, também Promotor Internacional de Direitos Humanos do Tribunal Internacional de Consciência, está apelando à comunidade internacional para que o sofrimento ainda vivido por milhares de pessoas, principalmente mulheres e crianças, chegue ao fim.

Já na década de 80, durante os governos genocidas, as crianças eram submetidas a métodos cruéis como fraturas no crânio, esmagamento contra a parede e o ateamento de fogo no corpo quando ainda vivas. Muitas foram queimadas na frente de seus pais. As que não foram assassinadas passaram por vários tipos de torturas e humilhações, como o estupro. Os crimes são atribuídos, principalmente, ao Exército Guatemalteco e às forças de segurança, cerca de 93%. Grande parte continua impune.

A maior parte das vítimas desse sofrimento era e são os Mayas. Cerca de 83% dos que sofreram agressões e foram mortos eram pertencentes a esta etnia. Os 17% restantes eram latinos. Até hoje, os Mayas são dizimados, agora também pela falta de nutrientes e alimentos básicos, segundo Sergio Tapia, crimes de lesa humanidade.

Entre as décadas de 80 e 90 também era comum a violação de mulheres e meninas. Um terço das vítimas de abusos sexuais era menor de dezessete anos e 35% só tinham onze anos. As vítimas eram levadas geralmente para escolas e igrejas, onde eram estupradas. Esta perversidade a mais era realizada pelo Exército, pelas forças de segurança e pelos grupos paramilitares, com a cumplicidade e o apoio dos setores empresariais, racistas e escravagistas do país.

Neste mesmo período, cerca de 100 mil a 150 mil crianças ficaram órfãs. O paradeiro destes sobreviventes foi a venda para famílias de outros países. Até mesmo os que ainda tinham parentes eram roubados de suas casas e vendidos. Para não serem barradas, as crianças tinham seus nomes falsificados. Também estes atos são ditos de responsabilidade do Exército Guatemalteco.

Os sequestros, estupros e assassinatos praticados durante a guerra continuam acontecendo e a comunidade segue denunciando, na esperança de ver os atos criminosos cessarem. No entanto, tudo é feito à luz da impunidade e a população, sobretudo, mulheres e crianças continuam a sofrer.

Fome

A fome é mais uma vilã que precisa ser combatida na Guatemala. Há anos, o país passa por uma crise humanitária e milhões de meninos e meninas morrem de fome antes de completarem cinco anos. Esta situação demonstra a necessidade de mais atenção por parte dos governos e setores econômicos da sociedade.

Sensibilizados com a situação de miséria em que se encontram mais de 400 mil famílias guatemaltecas, Brasil, México e a Venezuela ofereceram ajuda para tentar apaziguar a crise alimentar. Os países enviaram grãos básicos como arroz e outros produtos excedentes de sua produção. Além destes, também o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas e a União Européia estão unidos com intuito de combater a fome na Guatemala.

Segundo dados do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, 50% dos meninos guatemaltecos até os doze anos padece de algum grau de desnutrição e o caso mais dramático é o dos menores do chamado "corredor seco" que integram os departamentos do Progresso, Zacapa, Chiquimula, Jalapa, Jutiapa, Santa Rosa e Baixa Verapaz, onde 1,3 % correm o risco de morrer de fome. Oficialmente, 25 crianças já faleceram este ano.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A pobreza de Karan o levou a tomar esta medida extrema

Clique na imagem para ampliar
(e a língua portuguesa e a compaixão foram assassinados numa frase)


Alguém me explica como uma pessoa pode pensar que Deus lhe deu um carro, quando milhões no mundo querem apenas dar comida para seus filhos, a ponto de alguns perderem até a vontade de viver?


Um homem Dalit cometeu suicídio após ter dado veneno a quatro de seus filhos em Shahjahanpur distrito de Uttar Pradesh. Duas crianças morreram, disse a polícia.

Bal Karan, 33, e dois de seus filhos - um de seis anos de idade, Ram Prakash e outra de oito anos de idade, Geeta - foi encontrado morto hoje dentro de sua casa na cidade de Aurangabad Shahjahanpur, cerca de 240 km da capital do estado, Lucknow.

"Enquanto Karan e duas crianças foram encontradas mortas, outras duas crianças estavam inconsciente", disse o inspetor da polícia Naurangi Lal à imprensa.

"As duas crianças estão sendo tratadas em um hospital do distrito, onde o estado delas é crítico", acrescentou.

Segundo a polícia, alguns comprimidos de sulfas foram encontrados perto do corpo deitado Karan.

"A investigação preliminar revela que a pobreza de Karan o levou a tomar esta medida extrema. Karan, que trabalhava como operário com salário diário, não foi capaz de cuidar de seus quatro filhos corretamente. Sua esposa o havia deixado há quase dois anos", afirmou Lal.

Moradores disseram à polícia que Karan costumava dizer que se mataria junto com seus quatro filhos, se sua situação financeira não melhorar, acrescentou. (EFE)

Fonte > Headlines India

Tive fome, e me destes de comer


"O que nos encantou naquelas leituras foi, se bem me recordo, duas coisas: em primeiro lugar, a ênfase no Jesus histórico, naquele que caminhou junto aos pobres da Palestina anunciando-lhes o reino de Deus e despertando uma nova esperança."

"Em segundo lugar, a idéia do seguimento ou discipulado como fundamental para compreender a fé de Jesus, a fé que se realizou em sua história humana e divina, ao mesmo tempo."

"O que diferenciou Jesus em seu tempo é que ele, decididamente, compreendeu a Deus e sua justiça, não de forma abstrata e ahistórica, mas desde e para os pobres reais com quem se encontrava nas vilas e cidades da Palestina.
"

"Muitos cristãos de diferentes igrejas desejariam ardentemente voltar a reencontrar-se com uma igreja no caminho da luta pela superação da pobreza, da fome e da violência que massacra os povos e lhes impõe uma forma de vida completamente alheia aos desejos do Deus de Jesus. Pobres sim, diz Roma, mas somente sob a ótica de pessoas que ainda não conhecem a Cristo. A fome, a pobreza, a injustiça não podem se tornar o foco central da mensagem da igreja.


Ora, se a igreja cristã espiritualiza desse jeito o evangelho do Crucificado que se identifica com os crucificados do nosso tempo, é de se perguntar se ela compreendeu o que diz Mateus em seu evangelho, repercutindo as palavras de Jesus: "Tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber, era forasteiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e fostes ver-me" (Mateus 25.35s). Esta palavra de Jesus se tornou critério, na América Latina, para a compreensão do papel da igreja no mundo. Sua missão se define a partir do serviço aos pobres no sentido lato e não metafórico do termo."

Para Sobrino, a misericórdia está na origem do divino e do humano. Deus é misericordioso para com as pessoas e seu desejo mais fundo é erradicar o sofrimento injusto para restabelecer a alegria (evangelho, literalmente, quer dizer, boa notícia!). Por isto, é no exercício da misericórdia que melhor entendemos ao Deus de Jesus. E a misericórdia não deve ser confundida com simples assistencialismo ou benemerência. Pois a misericórdia divina é altamente conflitiva. Quando falamos de um Deus crucificado que resgata o sentido de vida do ser humano, estamos denunciando os poderes que neste mundo crucificam os pobres. Por isso, não cabe ingenuidade ou falsas promessas na mensagem cristã. Hoje, na América Latina, assumir o rosto de uma igreja misericordiosa significa voltar a assumir decididamente a luta dos pobres contra a pobreza e as causas da injustiça e da violência.

Leia na íntegra

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eu acho que vi o Reino

William Borges Romanini

Em Mateus 6-33 Jesus nos fala -Busquem pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e todas as demais coisas lhes serão acrescentadas

Interessante por que ele diz isso logo após nos mostrar as bem-aventuranças que são uma palhinha de quais valores deveríamos nos alimentar e busca-los até que esses façam parte de nós. E também após nos alertar de valores e ações pelas quais não devemos nos apegar, pois as mesmas não coincidem com os ensinamentos e a proposta de vida apresentada por Jesus. Aliás, particularmente os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus são o meu manual de vida.

Mas essa coisa de buscar o Reino, como é?

O Reino é algo a buscar-mos pra depois de morrer? Ou seria algo a buscar-mos trazer do céu pra cá? O Reino já não é aqui?

Esses dias eu vinha do serviço pela av.Berrini como de costume quando entrou um homem, com uma mochila bem grande, sujo e despenteado; E assim que ele pediu pra passar por baixo eu já desconfiava que fosse mais um desses pobres pedintes, então tirei um fone do ouvido e baixei um pouco o volume do celular onde eu escutava música, música, aliás, que a letra terá muito haver com esse momento, mas citarei logo à frente.

Eu tinha R$3,50 na minha mochila de moedas, que eu usaria para comprar pão e tomar café no dia seguinte, então pensei em pegar um real para ajudar o rapaz. Mas alguma coisa estava acontecendo ali e eu não conseguia saber o que era. Ele era sim mais um pobre andarilho pedinte, porém ele falava diferente do que vemos, sim foi educado como todos costumam ser, mas ele não tentou passar aquele ar de coitadinho, foi breve e direto.

-Pessoal, me desculpem por isso aqui! Sei que a maioria aqui está cansado e vindo do serviço mas eu não tenho opção, tenho que vir aqui pedir porque estou com fome, quem puder me ajuda eu ficarei agradecido.

E somente com essas palavras veio se dirigindo ao fundo do ônibus e quase nem sequer olhava nos olhos dos passageiros para ver se alguém se prontificou á ajuda-lo. Nesse momento algo já falava comigo, mas ainda não sabia o que era, mas resolvi dar todo os meus R$3,50, pois tive uma consciência em que lá onde eu trabalho nos é servido á vontade, biscoitos, chocolate quente, e muitas coisas onde poderia substituir pelo pão com qual compraria com aquele dinheiro.

Ao mesmo tempo em que esperava ele chegar até mim eu ouvia uma música, o nome dela é súplica cearense do novo álbum do O Rappa, como eu já tinha me ligado na letra eu tinha colocado pra ficar repetindo no celular, e isso acabou fazendo parte daquilo que eu estava vivendo ali.

Quando ele chegou até mim eu entreguei o dinheiro na mão dele, e ali ele me agradeceu com a seguinte frase.

-Obrigado, que Deus continue fazendo de você uma benção ao teu próximo!

Ali já meio que parei, como se fosse possível prestar mais atenção ainda no que ele falava, e do mesmo jeito que respondi - Amém mano isso é o que eu realmente busco - começou um diálogo entre nós, aliás, nem diálogo foi, fiquei tão pasmo que nem falei, simplesmente o ouvi.

Ele começou a me contar uma história que era mais o menos assim.

-Eu vim de Minas pra trabalhar aqui, mas não deu certo, não tenho dinheiro pra voltar, por isso fico andando por ai nos ônibus e assim conseguir algo pra comer, mas Deus vai me mostrar uma saída por que eu acredito nele.

Esses dias eu estava com muita fome mesmo e acho que Deus tava a fim de testar minha fé, mas eu sou ligeiro. Entrei em um ônibus para pedir e Deus colocou no coração de um rapaz de me dar R$5,00 e assim que desci do ônibus tinha um comércio que vendia marmitex por exatamente R$5,00. Mas olha só. Quando eu sai de lá com a marmitex na mão, lá do outro lado da rua tinha uma moça nova ainda com uma criança no colo pedindo no farol, e eu fui lá e dei minha marmitex pra ela.

Até ai eu já estava anestesiado vendo aquele cara falar comigo, pois aquilo parecia que ele falava de dentro, não parecia mentira, e citava sempre Deus a todo o momento. E ao fundo eu ainda tava com um fone no ouvido e a letra dessa música falava como se junto com o rapaz e tudo combinava, parecia se encaixar, e eu ali meio besta. Mas ainda não acabou, ele continuou dizendo:

-E bem na hora que eu voltei, você não vai acreditar, mas tinha uma nota de R$50,00 bem na calçada que tinha acabado de passar, eu olhei pros dois lados e não tinha ninguém, e eu sei que Deus usou aquela moça pra abrir essa porta pra mim eu sei disso.

Eu fui lá e comprei outra marmitex e fui e dei R$25,00 do troco pra ela, claro né se eu não tivesse falado com ela não ia voltar e não ia achar os 50. E também eu tava era com fome só, pra mim naquela hora 50 era mais que o suficiente e ela precisava muito mais que eu. Mas eu aposto que se fosse qualquer outra pessoa nem ia reparar nela do outro lado pedindo dinheiro com um nenenzinho.

E eu além de ficar com um prato de comida ainda fiquei com R$20,00 ta ótimo né?

Uma moça que estava no banco de trás que eu estava escutou a conversa e deu pra ele um pacote de bolacha água e sal, ele abriu o pacote, ofereceu pra mim e a todos ao redor, e nesse momento o ônibus parou no ponto e ele desceu rápido e só deu tempo de falar -Fiquem com Deus.

Eu simplesmente não consegui responder, e quando olhei para os lados as pessoas escutaram ele falando e estavam todos quase como eu, meio paralisados, e ele em todo momento falou aquilo olhando pra mim, talvez nem tenha reparado nos outros.

Não sei se aquilo é de fato verdade, mas mesmo se não for aquilo falou comigo e com mais algumas pessoas que escutaram. Sinceramente não creio que é mentira por que ele falava diferente, falava de dentro e demonstrava uma fé e um temor a Deus muito grande.

Mas o que eu quero dize é:

Como na letra da música ele é mais um que crê sinceramente em Deus, que demonstra o que realmente significa o temer a Deus, não por medo, mas um respeito, uma consciência do nosso tamanho e posição para com Deus.

Porém como na música, será que orou errado pra vida dele estar assim?

Acho que ele não orou errado, e acho que como na música esse tipo de pessoa tem um valor inestimável aos olhos de Deus, o socorro dele vem sim do céu, o Espírito Santo com certeza está junto com ele. Por que a meu ver, a capacidade de reparar, se solidarizar com a moça, por mais necessidade que passe, enxergar alguém mais necessitado ainda, e continuar sua jornada sem olhar pra Deus e perguntar: Por que comigo? ou, O que foi que eu fiz? Isso é um sinal claro do Reino entre nós, amar Deus por Ele mesmo.

Ele pode nem perceber, mas ele foi o resumo do sermão do monte. Ele foi o que eu acho que Deus quer de nós. Ele é alguém que têm a causa de Cristo implantada em sua vida. Ele é um crente de verdade.

E se o tal Reino for literalmente ir para um céu andar em ruas de ouro etc... Eu prefiro ficar por aqui rodeado de pessoas como esse cara que eu nem sei o nome. Pois pra mim esse tipo de Reino tem muito mais valor.

Confusão em distribuição de comida deixa ao menos 18 mortos no Paquistão

Na ExpoCristã, os cristão empregam seu dinheiro em coisas importantes:




Fonte: Um estrangeiro no mundo

Onde os filhos da injustiça, clamam por um pouco de dignidade em um prato de comida, e aguardam a sinalização do Reino de Deus:

da Folha Online

Ao menos 18 pessoas morreram nesta segunda-feira em Karachi, no sul do Paquistão, asfixiadas ou pisoteadas em uma correria por farinha e outros suprimentos distribuídos por instituições de caridade, informou a polícia local.

A agência de notícias France Presse, que cita o médico Amin Khan, de um dos maiores hospitais da capital econômica e financeira do Paquistão, afirma que o número de mortos chega a 20. Khan conta ainda que outras 30 pessoas ficaram feridas.
Akhtar Soomro/Reuters
Mulher vê um dos corpos de vítimas de uma confusão na distribuição de comida no Paquistão; ao menos 18 morreram
Mulher vê um dos corpos de vítimas de uma confusão na distribuição de comida no Paquistão; ao menos 18 morreram

Wasim Ahmed, chefe de polícia de Karachi, afirmou que o acidente ocorreu em um dos bairros mais populosos da cidade, Khori Garden, onde uma associação de caridade distribuía gratuitamente farinha a centenas de mulheres e crianças por ocasião do Ramadã, o mês sagrada muçulmano.

Os canais de televisão exibiram imagens de mulheres e crianças feridas em hospitais lotados, ao mesmo tempo que muitas pessoas seguiam em desespero para os centros médicos em busca de informações.

Vários corpos estavam cobertos com lençóis brancos.

Segundo a polícia, a correria começou depois da queda de uma menina pelas escadas durante a distribuição gratuita de alimentos, organizada pelo Dawat-i-Islami, um pequeno partido político religioso, na mesquita de Faizan-e-Madina, na zona leste de Karachi.

Uma testemunha, citada pela agência Reuters, afirma que as pessoas tropeçavam umas nas outras após uma queda no fornecimento de luz.

Cerca de um terço dos 170 milhões de paquistaneses vivem na pobreza. O governo civil que assumiu no ano passado, após nove anos de ditaduras militares, prometeu ajudar os mais pobres, mas enfrenta orçamento curto apesar dos bilhões de dólares enviados por aliados.

O camelo e o buraco da agulha


É mais fácil ser adepto da teologia da prosperidade do que da teologia da libertação (que dizem, já morreu, mas os que dizem se enganam). Para quem deseja sucesso rápido, conforto, popularidade, e uma igreja crescendo sem parar, basta que se ofereça o evangelho numa embalagem adequada à burguesia. Recomenda-se evitar: críticas ao acúmulo de riquezas, apêlos humanitários, referências a palavras solidariedade e justiça, opções ideológicas que favoreçam os pobres, demonstração de simpatia a expressões como "contrato social" e "outro mundo possível", sermões baseados nos profetas menores, convocações ao sacrifício, e similares. Apenas dois problemas surgirão no caminho: o tribunal da consciência (que resistido acabará se dissolvendo) e o juízo final.

Ed René Kivitz

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Corporação: a busca patológica por lucro e poder


The Corporation (A Corporação, em português) é um documentário canadense de 2003, dirigido e produzido por Mark Achbar e Jennifer Abbott, baseado em roteiro adaptado por Joel Bakan de seu livro (The Corporation: The Pathological Pursuit of Profit and Power, com versão em português: A Corporação: a busca patológica por lucro e poder). O filme descreve o surgimento das grandes corporações como pessoas jurídicas, e discute, do ponto de vista psicológico que, em sendo pessoas, que tipo de pessoas elas seriam.

Clique no link abaixo, e será aberto o playlist com os vídeos em sequência do documentário. Vale muito a pena. Na época que eu vi este vídeo, eu escrevi este texto.

http://www.youtube.com/watch?v=znU2IrYcb8g&feature=PlayList&p=C99F5C9C7978FD40&index=0&playnext=1

dica do Thiago Bomfim

População do país africano sofre

No aquário da Igreja Apostólica Renascer, os problemas do mundo são solucionados em um passe de mágica, ou melhor, numa campanha de jejum:


Enquanto isto, fora da zona de conforto de quem pode passar o dia jejuando, nações sofrem as consequência de séculos de colonialismos, muitos deles, causados por supostos países cristãos:

População do país africano sofre, há mais de três décadas, a opressão da ocupação promovida pelo reino de Marrocos, apoiado por potências estrangeiras


Dos povos oprimidos, a população do Saara Ocidental talvez seja a mais esquecida do planeta. Poucos sabem que esse país do noroeste da África está ocupado desde 1882. Primeiro, pela Espanha. E, a partir de 1975, pelo Marrocos, que aproveitou a saída das tropas coloniais para impor seu domínio sobre o território saarauí, rico em fosfato, pesca e petróleo. Desde então, os saarauís, reunidos politicamente e militarmente na Frente Polisario, lutam contra as forças marroquinas – apoiadas atualmente pela França –, pela realização de um referendo sobre sua independência e, até, contra um muro de 2.500 quilômetros de extensão. Leia, a seguir, trechos da entrevista com Emiliano Gómez López, presidente da Associação Uruguaia de Amizade com a República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que visitou por diversas vezes a nação africana.

Na íntegra leia aqui

domingo, 13 de setembro de 2009

Mais um domingo nas igrejas evangélicas


Domingo, nas igrejas as pessoas pedem ou agradecem o emprego, a saúde, o carro, a casa como se Deus os tivesse dado, interferindo na realidade e lhes dando melhor sorte. Talvez pelo fato de se consideram filhos de Deus.

Gostaria mesmo de entender isto. Pois distante disto, um garoto, que não tinha 40 centavos, não aconteceu nenhuma interferência divina na realidade dele, para que tivesse uma melhor sorte. Como funciona esta balança de milagres, intervenções?

Talvez você diga que ele não era cristão. Mas se Jesus disse que das crianças é o Reino de Deus, isto não lhe merecia uma graça?

A minha melhor respostas é: Deus o ama, mas ele criou um mundo com a liberdade que esta amor exige. A possibilidade de se ter uma vida boa ou ruim. Mas ambas são frutos das escolhas humanas e não divinas. O que o fez não ter 40 centavos, foi uma realidade que o homem tem criado de geração em geração, a qual, exclui milhões de homens, mulheres e crianças do mínimo de dignidade.

Cabe a igreja, mudar esta realidade e não esperar as interferências divinas pois Deus já a fez quando tabernaculou no nosso meio como Jesus.

As crianças clamam por uma vida de dignidade ... e a igreja não se tornou esta voz nas cidades e nem sua amplificação para os outros ouvirem.

Mas hoje é domingo. Vamos nos preparar para cantar algumas músicas, ouvir uma palavra de bençãos e vitórias e voltemos para os nossos lares. Claro, se você for um filho de Deus com uma melhor sorte e benção de ter uma casa.

Policial joga garoto indiano de trem em movimento por não ter R$ 0,40

da Folha Online

Médicos tiveram que amputar a perna de um garoto indiano de 13 anos que foi jogado de um trem em movimento por um policial, informaram autoridades neste domingo. A suspeita é de que o menino, que vendia comida no trem, não tinha dinheiro para pagar suborno ao agente, afirma reportagem da CNN.

Mohammed Salahuddin teve a parte da perna abaixo do joelho amputada pelos graves danos causados durante a queda, informou Amit Lodha, superintendente de polícia citada pela rede de TV.

A imprensa local afirma que Salahuddin foi lançado para fora do trem na quinta-feira passada (10) porque não tinha o valor equivalente a R$ 0,40 para o suborno ao policial para que pudesse continuar vendendo comida nos vagões.

Lodha afirmou à CNN, contudo, que o policial negou as alegações. Ele foi preso neste domingo por tentativa de assassinato.

Fora da Zona de Conforto! [13/09/09]

Famílias Guarani Kaiowá são despejados da aldeia Laranjeira Nhanderu
Sem ter para onde ir, comunidade acampa na beira da BR-163, em frente à terra de onde foram despejados

Mais de 12 milhões de pessoas sofrem trabalhos forçados por não pagamento de dívidas
"Nasci escravo. Meu pai estava endividado com o dono de uma mina e forçavam toda a minha família a trabalhar 16 horas por dia, com pouca comida e bebendo água das poças formadas pela chuva." É a história de Lakshman Singh, um homem que passou seus primeiros 14 anos de vida sem saber que existia um mundo além da pedreira em que estava preso, a 40 km de Nova Déli, capital da Índia. Toda a família - os pais, três filhos e um tio - era submetida a trabalhos forçados por causa de uma dívida equivalente a 300 euros atuais.

Policial joga garoto indiano de trem em movimento por não ter R$ 0,40
Médicos tiveram que amputar a perna de um garoto indiano de 13 anos que foi jogado de um trem em movimento por um policial, informaram autoridades neste domingo. A suspeita é de que o menino, que vendia comida no trem, não tinha dinheiro para pagar suborno ao agente, afirma reportagem da CNN.

Grécia: Imigrantes vivem no centro de detenção de Pagani
De acordo com as autoridades locais, sua capacidade chega a 300 pessoas, mas quando entrei, vi que no prédio estavam mais de 900, entre homens, mulheres, adolescentes e crianças, todos vivendo em celas superlotadas. A maioria deles dormindo em colchões no chão, sem lençóis.

Iêmen: civis continuam enfrentando dificuldades
"Eu carregava minha filha de quatro anos e meus outros dois filhos, de dez e onze anos, nos seguiam debaixo de uma forte chuva. Caminhamos por nove horas. Agora dependemos da assistência de nossos parentes e das rações alimentares do CICV para sobreviver". Mariam é apenas uma das milhares de mulheres que conseguiram fugir do conflito para, então, deparar-se com a cruel realidade de ter de lidar com a atual situação e defender suas famílias.

Vencer a pobreza juntos

Milhões de brasileiros vivem em situação de pobreza e não tem acesso aos seus direitos mais básicos. Uma das faces mais duras dessa realidade é a fome que atinge 14 milhões de brasileiros, enquanto o país produz safras recordes de grãos.

Vamos exigir que o Direito à Alimentação seja incluído na Constituição como direito fundamental.

Assine a petição online e divulgue entre os seus amigos: http://www.vencerapobrezajuntos.org.br

Em outubro, levaremos todas as assinaturas ao Congressopara que este direito se torne uma realidade.

O Vencer a Pobreza Juntos é um site criado para mobilizar as pessoas para ações concretas de combate à injustiça social.

Apesar de ser um dos direitos humanos mais básicos reconhecido pelo governo brasileiro em tratados internacionais, o direito à alimentação ainda não está em nossa Constituição.

São necessárias 20 mil assinaturas, por isso é muito importante que você mobilize sua rede de amigos e incentive-os a assinar também.

A Campanha AlimentAÇÃO – Direito de Todos é promovida em mais de 30 países com objetivo de acabar com a fome no mundo.

No Brasil, a campanha tem parceria com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e diversas organizações da sociedade civil e também estamos entrando em contato com diversas instituições e pessoas comuns, para que todos entrem juntos nessa luta!

Muito Obrigado.

Abraços.

Equipe Vencer a Pobreza Juntos

vencerapobreza@dialeto.net

www.vencerapobrezajuntos.com.br

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