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terça-feira, 7 de julho de 2009

Gaza: um milhão e meio de pessoas encurraladas em desespero

... de dentro do aquário:
Quem não viu esta notícia importantíssima que passou diversas vezes e em diversos telejornais e sites?

O britânico Ben Southall, de 34 anos, venceu nesta quarta-feira (6) a corrida para o "melhor trabalho do mundo", anunciaram os organizadores do concurso. Durante os próximos seis meses ele vai ser zelador de uma ilha paradisíaca (Hamilton), localizada em meio à grande barreira de corais da Austrália, no estado de Queensland. O salário é de cerca de US$ 105 mil.

... do lado de fora desta tranquilidade:

Gaza: um milhão e meio de pessoas encurraladas em desespero
Depois de seis meses do início da operação militar israelense em Gaza, no dia 27 de dezembro de 2008, que durou três semanas, os habitantes de Gaza ainda não conseguem refazer suas vidas. Muitas pessoas passam por dificuldades extremas para viver de suas rendas. Pacientes gravemente doentes tropeçam nas travas para receber o tratamento que necessitam. Muitas crianças sofrem de profundos problemas psicológicos. Os civis, cujas moradias e pertences foram destruídos durante o conflito, não conseguem se recuperar.

Durante os 22 dias da operação militar israelense, não havia um lugar seguro para os civis em Gaza. Os hospitais não davam vazão ao número de feridos, dentre os quais estavam crianças pequenas, mulheres e idosos. O pessoal de saúde demonstrou uma força e uma determinação incríveis, trabalhou dia e noite para salvar vidas em circunstâncias extremamente difíceis. Enquanto isso, os ataques diários com foguetes lançados de Gaza punham em risco os moradores do sul de Israel. Em Israel, as equipes de saúde prestaram assistência à população traumatizada, além de cuidarem e evacuarem os feridos.
Em Gaza, muitas pessoas sofreram com a perda de um filho, um pai, um parente ou um amigo. A operação militar de Israel deixou milhares de moradias total ou parcialmente destruídas. Bairros inteiros foram reduzidos a escombros. Os bombardeios causaram danos em escolas, jardins de infância, hospitais, quartéis de bombeiros e ambulâncias.A pequena faixa costeira está isolada do mundo. Antes mesmo das recentes hostilidades, as severas restrições que as autoridades israelenses impuseram ao trânsito de pessoas e bens, sobretudo desde outubro de 2007, levaram a um aumento da pobreza, a um aumento no índice de desemprego e à ruína dos serviços públicos, como a assistência médica e os serviços de água e saneamento. A cooperação insuficiente entre a Autoridade Palestina em Ramalah e a administração do Hamas, em Gaza, também atingiu a prestação de serviços essenciais. Como resultado disso, quando as hostilidades se intensificaram no final de dezembro, a população de Gaza já sofria uma crise importante que afetava todos os aspectos da vida diária.Seis meses depois, as restrições para a importação impedem a população de Gaza de retomar uma vida normal. As quantidades de bens que agora entram em Gaza são muito inferiores ao que a população precisa para satisfazer suas necessidades. Em maio de 2009, apenas 2.662 cargas de caminhão entraram em Gaza, uma queda de quase 80 % com relação as 11.392 cargas de caminhão autorizadas durante o mês de abril de 2007, antes de o Hamas tomar o poder no território.
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