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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Você faz suas compras com responsabilidade?

Leonardo Sakamoto

Cerca de 500 a 600 mil trabalhadores ilegais oriundos de outros países são explorados apenas no Reino Unido. Na França, a maioria dos migrantes chineses submetidos a trabalho forçado enfrentam jornadas de até 21 horas por dia.

Os números chocantes fazem parte da campanha “Compre com responsabilidade” (Buy Responsibly, em Inglês), que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou esta semana, em frente à sede da União Européia, em Bruxelas, na Bélgica. Ativistas ficaram presos dentro de um carrinho de supermercado gigante para chamar a atenção da sociedade acerca da relação direta entre mercadorias e trabalho forçado.

A campanha convoca consumidores a agir contra a exploração de mão-de-obra aliciada para a produção econômica em condições análogas à escravidão. “Quando você escolhe um produto no mercado, você está apoiando a forma como ele foi produzido. Se esse produto é resultado do trabalho forçado de alguém, você está encorajando a empresa que explorou os trabalhadores – mesmo que involuntariamente – a manter essa prática criminosa”, esclarece um dos textos de apresentação da iniciativa.

“Se você é como a maioria das pessoas, certamente prefere comprar produtos que foram gerados eticamente – com pessoas trabalhando em boas condições e recebendo um salário justo”, defende a campanha, que incentiva as pessoas a entrar em contato com os comerciantes locais para conhecer a procedência dos produtos, a divulgar a campanha por meio de redes e a fazer denúncias sobre casos de exploração de trabalho forçado e escravo.

O site da campanha reúne ainda uma série de histórias reais de migrantes explorados como escravos. Nascida na China, Ling foi convencida a se mudar para a Europa em busca de uma vida melhor, deixando sua família para trás em Hanuin, quando tinha apenas 19 anos. O salário prometido de € 800 foi uma ilusão. Ela não recebe pelo trabalho duro de 16 horas por dia na linha de uma fábrica têxtil e só pode deixar a fábrica para voltar ao pequeno apartamento que divide com outros seis empregados.

Assista ao vídeo da campanha:

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