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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Falta investimento em doenças tropicais, diz coordenadora da DNDi


Para Fabiana Alves, da Medicamentos para Doenças Negligenciadas, indústria farmacêutica não tem interesse em algumas doenças de países em desenvolvimento.



Levar medicamentos para os países que sofrem com as chamadas doenças negligenciadas – como malária, tuberculose e doença de Chagas – é o principal desafio de quem busca combatê-las. É o caso de Fabiana Alves, Coordenadora de Projetos da iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês).
Ela explica que a associação entre doença e negligência vem da falta de interesse em se desenvolver novas drogas ou novas ferramentas que auxiliem tanto o seu diagnóstico quanto o seu tratamento. E pior: “São doenças que ocorrem em regiões tropicais, em países em desenvolvimento, que afetam pessoas que não têm recursos para comprar um tratamento”, diz Fabiana.
Segundo ela, o Brasil vive uma situação favorável em relação ao diagnóstico e tratamento de grande parte dessas doenças, mas em muitos países as condições são bem diferentes. “As indústrias farmacêuticas não têm interesse em investir nessas doenças por conta do lucro”, comenta.
A DNDi tenta reverter esse panorama pesquisando e desenvolvimento drogas ideais para o tratamento de pacientes: “Buscamos uma droga segura - que não tenha toxicidade -, barata e que possa ser dada por via oral”, explica.

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